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14/06/2011

OAB SP GANHA LIMINAR CONTRA EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

OAB SP GANHA LIMINAR CONTRA EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO
(Foto OAB-SP)
Para o presidente do TED, a liminar protege a Advocacia e a cidadania

A OAB SP obteve liminar em Ação Civil Pública , ajuizada na 2ª Vara Civil contra a sociedade comercial Aposentadoria SA que, sem ter advogados em seus quadros de sócios e sem inscrição na OAB SP, vinha oferecendo serviços tipicamente jurídicos.


O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso considera que a liminar representa uma importante vitória na luta contra o exercício ilegal da profissão, que vem sendo uma das bandeiras de seu atual mandato. “Em um primeiro momento, a OAB SP atuou para identificar invasores ilegais do mercado da advocacia, mas agora está ingressando com medidas judiciais, buscando a punição daqueles que exercem ilegalmente a profissão, prejudicando o advogado , mas principalmente o jurisdicionado, cujos direitos não são devidamente amparados”, afirma D’Urso.

Para Carlos Roberto Fornes Mateucci, presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB SP, que assina a inicial juntamente com o advogado Christian Vieira, a liminar vem em defesa da advocacia e da cidadania: “ Protege a sociedade com relação a pessoas não capacitadas de prestarem serviços jurídicos, bem como os advogados que tem a prerrogativa legal de exercer com exclusividade a advocacia. O TED combate as infrações ética praticadas por advogados no exercício profissional, assim como combate igualmente aqueles que, por associações indevidas ou irregularmente, exercem nossa profissão”.

Na inicial, a OAB SP sustentou que a Aposentadoria S/A , que tem como objeto social atividades de consultoria e auditoria contábil e tributária, na verdade exercia atividade advocatícia irregularmente, envolvendo” valores como saúde e vida (concessão de benefícios previdenciários e assistenciais), prejuízos financeiros consideráveis (sobretudo diante da notória baixa capacidade financeiras dos beneficiários da Previdência e Assistência Sociais) e a concorrência profissional desleal (capitação indevida de clientela)”.
Por ofender o Estatutos da Advocacia (Lei Federal 8.906/94), a OAB SP pediu a dissolução da sociedade comercial (Aposentadoria S/A), interrupção imediata das atividades sob multa diária de R$ 10 mil , além de indenização por dano moral coletivo.

 


INSS pode desistir de ações judiciais com poucas chances de vitória



Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está estudando a possibilidade de desistir de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) em que há poucas chances de vitória. Segundo o presidente do INSS, Mauro Hauschild, o instituto formou um grupo de trabalho com assessores do gabinete do presidente do STF, Cezar Peluso. O objetivo é levantar quantas ações tramitam na Corte e quais poderiam ser alvo de desistência.

O INSS é o campeão de processos judiciais no país. Ele ocupa o primeiro lugar da lista com os 100 maiores litigantes brasileiros, entre empresas e órgãos públicos, divulgada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Só na Justiça Federal, o órgão é parte em 43,12% de todas as ações.

A análise das possíveis desistências está sendo feita apenas no STF, mas caso sejam efetivadas, haverá um efeito cascata em ações parecidas que tramitam em outras varas e tribunais brasileiros. Isso porque o ato na Suprema Corte criaria precedentes que podem ser usados como argumentos convincentes em outros julgamentos. Também indica como o INSS encara determinado assunto e até que ponto o órgão está disposto a judicializar a questão.

Segundo o procurador-chefe do INSS, Alessandro Stefanutto, o fato de o órgão perder julgamentos sobre determinado tema seguidamente em instâncias inferiores não terá influência direta nas desistências. “Há ações, como as de cotas de pensão, que acabamos perdendo em outros tribunais e ganhamos no STF”, lembra. Ele se refere ao julgamento de 2007 em que o STF entendeu que a pensão por morte concedida antes de 1995 não precisava ser revisada. O entendimento foi aplicado a quase 5 mil ações sobre o mesmo tema, derrubando decisões contrárias de tribunais federais em todo o país e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Stefanutto também afirma que o INSS não desistirá necessariamente de processos envolvendo valores baixos, uma vez que os casos poderiam repercutir em milhares de outras decisões com temas semelhantes. “Qualquer desistência nossa tem que ser muito bem estudada, para que possamos evoluir em algo seguro”, afirma o procurador. Ele acredita que a população também perde quando o INSS desiste de ações em que havia possibilidade de vitória. “Iríamos contra aqueles que pagam, aqueles que contribuem e que poderiam arcar com o pagamento equivocado de algo que não era devido”.

O procurador adianta que dificilmente haverá desistência em temas cujo julgamento é aguardado com ansiedade pelo órgão, como as teses do prévio requerimento adminitrativo ao INSS antes de o segurado ingressar com ação na Justiça e da renúncia da atual aposentadoria para que futuramente uma aposentadoria maior seja concedida.

Stefanutto também considera natural o alto número de ações que tem o órgão como parte. “São pelo menos 140 milhões de pessoas com relação jurídica com o INSS. É natural que tenhamos muitas ações em números absolutos”.

No último dia 3 de junho, a Caixa Econômica Federal desistiu de 500 processos no STF. Em cerimônia que contou com a participação do presidente Peluso, o diretor jurídico do banco, Jailton Zanon, afirmou que os processos eram de baixo valor ou tratavam de matéria já pacificada na Corte. A Caixa é a segunda maior litigante na lista do CNJ.


Edição: Graça Adjuto

Convite - OAB-PB

OAB-PB lança sua nova revista e presta contas a sociedade

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), lançará nesta sexta-feira (17), a partir das 08h30, a sua nova revista: “OAB em Foco”, durante café da manhã no auditório do prédio sede da OAB-PB, localizado na rua Rodrigues de Aquino, 37, centro de João Pessoa.
O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, convida todos os Diretores, Conselheiros, presidente de Comissões e Subseções da Ordem, advogados e a população em geral para participarem do evento. Na oportunidade, será servido um café da manhã aos presentes.
Odon destaca que a revista fará um balanço das principais ações da OAB nos últimos meses, apresentando as conquistas realizadas em prol da advocacia paraibana e as lutas em andamento, a exemplo da redução da Custas Judiciais na Paraíba, que é um dos principais objetivos da gestão da atual Diretoria da Ordem.



Cristiano Teixeira
OAB-PB

Registro oficial permite consulta sobre indisponibilidade de sistemas do site do STJ

 
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acaba de lançar uma nova funcionalidade em sua Sala de Serviços Judiciais, que permite aos advogados e procuradores consultar a indisponibilidade dos sistemas Diário de Justiça Eletrônico, Peticionamento Eletrônico e Visualizador de Processo Eletrônico. Com isso, o Tribunal passa a oferecer um registro oficial dos momentos em que, por alguma falha ou programação, essas aplicações do portal ficaram indisponíveis.

O lançamento da consulta foi motivado pela quantidade de petições dos advogados requerendo aumento de prazo pela queda de aplicativos do portal, que podem ser decorrentes de falhas na rede do Tribunal ou da própria conexão do advogado com a internet. Nessa consulta, está disponível o registro oficial das indisponibilidades dos principais sistemas de internet do STJ, que podem servir de base para a petição do advogado. A ferramenta permite consultas com intervalo de até 20 dias. Ao final, a página mostra, também, uma relação dos últimos registros incluídos.

O STJ reconhece a validade das informações fornecidas pelo aplicativo para uso em caso de perda de prazo processual decorrente das indisponibilidades de sistema registradas. No entanto, cabe a cada órgão ou autoridade julgadora deliberar sobre a pertinência dos pedidos realizados com base nessas informações.

Para utilizar a nova consulta, visite o link Sala de Serviços Judiciais, Consultas, Indisponibilidade de Sistemas, ou clique aqui.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

Exame de Ordem: novo provimento reduz de 100 para 80 o número de questões

(Foto: Eugenio Novaes)
As novas regras, aprovadas hoje pelo Pleno, já valerão para o próximo Exame de Ordem.


Brasília, 13/06/2011 - O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou hoje (13) provimento sobre o Exame de Ordem, reduzindo de 100 para 80 o número máximo de questões de múltipla escolha para a prova objetiva (primeira fase), sendo exigido o mínimo de 50% de acertos para habilitação à prova prático-profissional (segunda fase). A nova regra já valerá para a próximo Exame de Ordem. A sessão do Pleno foi conduzida pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e a expectativa é de que o provimento seja publicado 'hoje' (14) no Diário da Justiça.

O novo provimento, que reformulou o de número 136/2009, reafirma o Exame de Ordem nacionalmente unificado. Ele instituiu uma Coordenação Nacional de Exame de Ordem, constituída por representantes do Conselho Federal e dos Conselhos Seccionais da OAB. "A instituição dessa Coordenação permitirá à OAB maior entrosamento para dirimir problemas relativos ao encaminhamento e realização do Exame de Ordem, conforme observou o relator do processo sobre o provimento, o secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

O novo provimento institui também a possibilidade de inscrição e realização do Exame de Ordem por alunos do nono e décimo semestres dos cursos de Direito. A única condicionante, nesse caso, é que os alunos estejam cursando Direito em instituições de ensino credenciadas pelo MEC.


 Fonte: Conselho Federal da OAB

Mais um paraibano na composição da AMB

Jose_celio
(foto AMPB)
José Célio Lacerda de Sá
Juiz de Direito e Assessor da Presidência da AMB
O magistrado paraibano José Célio Lacerda de Sá foi nomeado, através do Ato Executivo da presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros nº 14/2011, como Assessor da Presidência da Entidade nacional. O assessor terá como atribuições fazer a articulação institucional externa, projetos e demandas associativas.
O juiz José Célio comentou que esta é uma “vitória da Paraíba e dos colegas paraibanos, que ajudou a construir o meu nome a ní­vel nacional. Portanto, apenas represento a força da magistratura paraibana, que é digna do honroso cargo. Para isto espero contar com o apoio dos colegas e de nossa entidade local, pois os nossos interesses são convergentes, não se justificando a atuação em separado, quer seja da minha parte, quer seja da AMPB, pois é sábio o ditado popular ‘a união faz a força’. E o meu norte será a defesa das prerrogativas da magistratura brasileira e paraibana”, disse.
Além do paraibano, mais treze magistrados ocupam cargo de assessor do atual presidente da AMB, desembargado Nelson Calandra. A atual gestão da AMB possui também em seu quadro os juízes paraibanos Hermance Gomes Pereira e Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes.
Desde o ano de 2005, a Paraíba tem sido representada nacionalmente, nas gestões da AMB. Com o ex-presidente da AMB Rodrigo Collaço, o paraibano Antônio Silveira Neto foi diretor de informática da Associação nacional. Já durante a gestão de Mozart Valadares, o juiz Marcos Coelho de Salles, foi assessor da presidência da AMB, juntamente com mais três juízes de outros estados do país. Nas gestões 2005/2007 e 2007/2010, a diretoria da AMB era composta por 39 integrantes, respectivamente.
A atual gestão ampliou o quadro de colaboradores para 136. Confira abaixo a composição completa da AMB, gestão 2011/2013:
Composição da Diretoria
Secretário-Geral

Nelson Missias de Morais
Secretários-Gerais Adjuntos

Mauro Lucas da Silva
Thiago Elias Massad
Diretora-Tesoureira

Maria Isabel da Silva
Diretor-Tesoureiro Adjunto
Sandoval Gomes de Oliveira
Vice-Presidentes
Vice-presidente Administrativo
Marcos Sérgio Galliano Daros

Vice-presidente de Esportes
Humberto Costa Vasconcelos Junior

Vice-presidente de Comunicação
Raduan Miguel Filho

Vice-presidente Institucional
Jeronymo Pedro Villas Boas

Vice-presidente de Assuntos Ambientais
Rui Guilherme de Vasconcellos Souza Filho

Vice-presidente de Assuntos da Infância e Juventude
José Dantas de Paiva

Vice-presidente de Direitos Humanos
Renata Gil de Alcantara Videira

Vice-presidente de Assuntos Culturais
Rosalvo Augusto Vieira da Silva

Vice-presidente de Assuntos Legislativos Trabalhistas
Lílian Lygia Ortega Mazzeu

Vice-presidente de Interiorização
Maria Luiza Santana Assunção

Vice-presidente de Assuntos Legislativos
Diógenes Vicente Hassan Ribeiro
Conselho Fiscal
Alemer Ferraz Moulin
Aristóteles Thury
Roberto Luiz Felinto de Oliveira
Assessores da Presidência

Carlos Cini Marchionati
Evandro Pelarin
Fernando Ganem
Iris Helena Medeiros Nogueira
Joscelito Giovani Cé
José Antonino Baia Borges
José Célio Lacerda de Sá
Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves
Luiz Gomes da Rocha Neto
Maria Cezarinete de Souza Augusto Angelim
Miguel Kfouri Neto
Rêmolo Letteriello
Robério Nunes dos Anjos
Tiago Pinto
Coordenador da Justiça Estadual

Walter Pereira de Souza
Coordenador da Justiça do Trabalho

Plínio Bolívar de Almeida
Coordenador-Adjunto da Justiça Trabalhista
Gabriel Lopes Coutinho Filho
Coordenador da Justiça Militar

Edmundo Franca de Oliveira
Coordenador dos Aposentados

Sebastião Luiz Amorim
Coordenador da Justiça Federal

José Arthur Diniz Borges
Coordenador de Turismo

Ary Francisco Negrão
Secretaria de Comunicação Institucional
Diretor

Gustavo Alberto Gastal Diefenthaler
Diretores adjuntos

Alex Nunes de Figueiredo
Rogério Ribas
Secretaria de defesa de direitos e prerrogativas
Diretores

Claudio Luis Braga Dell’Orto
Rubem Ribeiro de Carvalho
Diretores adjuntos

Carlos Eduardo Mattioli Kockanny
Flávio Jabour Moulin
James Magalhães de Medeiros
José Arimatéa Neves Costa
Secretaria de assuntos legislativos
Diretor
Régis Castilho Barbosa Filho
Diretores adjuntos

Guilherme Luiz Gomes
José Roberto Sterse
Marcio Reinaldo Miranda Braga
Marcus Onodera
Reynaldo Ximenes Carneiro
Sebastião Coelho da Silva
Rinez da Trindade
Secretaria de Planejamento Estratégico
Diretor
Vanderlei Deolindo
Diretores adjuntos

Alberto Nogueira Virginio
Antonio Fernandes da Luz
Gilberto Pinheiro
Rodrigo Roberto Curvo
Secretaria de articulação com o STF, Tribunais Superiores e CNJ
Diretor
Paulo Dimas de Bellis Mascaretti
Subcoordenadorias Regionais da Justiça Estadual
Norte
Valdeci Castelar Citon
Nordeste
Maria Luiza de Moura Melo e Freitas
Centro-Oeste
Elizabeth Baisch
Sudeste
Valdir Ricardo Lima Pompeo Marinho
Sul
Emanuel Shenkel do Amaral e Silva
Secretaria da Justiça Eleitoral
Diretor
Luiz Gomes da Rocha Neto
Diretores adjuntos

José Joaquim dos Santos
Roberto Ferreira Lins


 

CNJ busca na Inglaterra modelo para cartórios de imóveis


 
Juízes auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), registradores de imóveis e técnicos vão participar, de 16 a 24 deste mês, de uma visita técnica a Londres para conhecer o sistema eletrônico de registro de imóveis da Inglaterra. “Como estamos desenvolvendo um sistema eletrônico para os cartórios de registro de imóveis no Brasil, precisamos conhecer a experiência de outros países”, comenta Antonio Carlos Alves Braga Júnior, juiz auxiliar da Presidência do CNJ.

"Outros países já estão bem mais avançados no uso de sistemas eletrônicos, com georreferenciamento, para o registro de imóveis. O Brasil quer aproveitar o conhecimento adquirido na Inglaterra para “construir a espinha dorsal” do sistema brasileiro, evitando a repetição de etapas já superadas em outros países", explica Braga Júnior.

No ano passado, os juízes do CNJ visitaram Portugal e Espanha com a mesma missão. Algumas soluções desses países já foram incorporadas ao modelo em desenvolvimento no Brasil, diz. Outras não servem para o Brasil. “Portugal está com todo sistema virtualizado com um banco de dados centralizado, o que não é adequado à dimensão do Brasil”, explica Braga Júnior.

Tecnologia - Já a Espanha dispõe de um sistema gráfico de todo o território espanhol. Segundo Braga Júnior, o modelo da Espanha é formado por várias camadas, o que permite o cruzamento de diferentes informações: “Eles estão muito desenvolvidos nessa área e temos a intenção de aproveitar essa tecnologia”.

"O registro de imóveis no Brasil é feito de forma descritiva das características da terra, e ainda faz pouco uso de recursos gráficos. O projeto, em desenvolvimento para os cartórios da Amazônia Legal, prevê o uso de mapas eletrônicos para identificar e registrar os imóveis, com enorme ganho de precisão", informa.

Gilson Luiz Euzébio
Agência CNJ de Notícias

Dia Mundial do Doador de Sangue

Ficheiro:Outdoor doando sangue.jpg
(foto Wikipédia)

Doar sangue é um ato de solidariedade humana. Quem tem saúde pode doar sangue. Doar é rápido, fácil e seguro. 

Quem pode doar sangue?

Homens e mulheres
com idade entre 18 completos e 65 anos 11 meses e 29 dias.
Peso: acima de 50 Kg.
Gozar de boa saúde.

Para doar sangue é preciso?

Documento: Ao apresentar-se para doação, o doador deverá apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial. Não ter tido Hepatite, Malária ou Doença de Chagas.
Não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis, como Sífilis, Gonorréia, AIDS, etc.

Para proteger a sua saúde e a do paciente é importante:

Não ingerir bebidas alcoólicas nas últimas 24 horas antes da doação. Obedecer o prazo de doação: 90 dias (três meses) para homens e 120 dias (quatro meses) para mulheres.
Não estar grávida ou amamentando.
Não estar fazendo uso de medicação ou tratamento médico.

LOCAIS PARA DOAÇÃO (PARAÍBA)

Hemocentro da Paraíba
Av: Dom Pedro II, nº 1119 - Torre
CEP: 58.013-420 - João Pessoa - PB
Fone: (83) 218-7600
Fax: (83) 222-4754

Hemocentro de Campina Grande
Rua Eutécio Vital de Ribeiro, s/n - Catolé
CEP: 58.104-460 - Campina Grande
Fone: (83) 310-7130
Fax: (83) 310-7141

Demais locais:

Secretaria de Estado da Saúde
Av. Dom Pedro II, 1826 - Torre - CEP 58.044-440 - João Pessoa - PB
Fone: (83) 3218.7300 / Fax: (83) 3218.7423
Fale com o Secretário: gabinete@saude.pb.gov.br




13/06/2011

Morosidade da Justiça e uso excessivo de recursos preocupam novos ministros


“O importante é que todas as iniciativas que visem limitar as oportunidades recursais sejam amplamente discutidas com a comunidade jurídica, especialmente OAB, e com a sociedade como um todo, visando assegurar o exercício da ampla defesa e do contraditório”
(foto do STJ)
Antônio Carlos Ferreira
Ministro do STJ
 


“O Brasil já acordou para a necessidade de se dar maior celeridade à justiça. E o STJ, neste sentido, pode ser considerado um modelo, com a instauração ampla do processo eletrônico que reduziu muito o tempo necessário para a tramitação do processo dentro do Tribunal e o tempo que se leva para julgá-lo”
“De fato, há uma proliferação de recursos muito grande. Os tribunais têm uma carga de trabalho excessiva e fica a pergunta se não caberia aos tribunais superiores fazer uma seleção daquilo que merece ser julgado devido à sua relevância para o País e para a uniformização da jurisprudência”
(foto do STJ)
Ricardo Villas Bôas Cueva
Ministro do STJ
 
 
 
“O que pode ser feito é uma melhor estruturação da justiça, com a disponibilização de estrutura física, equipamentos, ações necessárias e treinamento de pessoal. A profissionalização da justiça vai refletir em uma maior celeridade do processo”
“São necessárias algumas adequações na legislação – que já estão em andamento -, na mentalidade do próprio julgador e de todos os operadores do Direito. É preciso alterar essa situação atual e tornar o processo mais célere, mais efetivo”
“O juiz deve respeitar a jurisprudência dominante. Ele não pode criar situações que permitam o recurso”
 
(foto do STJ)
Sebastião Alves Júnior
Ministro do STJ
 
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) renova o quadro de ministros nesta segunda-feira (13). Tomam posse, em sessão solene do Pleno, marcada para as 16h, os três novos ministros da Casa: Antônio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Alves dos Reis Júnior, todos provenientes do quinto constitucional destinado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Os novos ministros vão ocupar, respectivamente, as vagas deixadas pelas aposentadorias dos ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Nilson Naves e Humberto Gomes de Barros, e chegam ao Tribunal da Cidadania com a mesma preocupação: diminuir a morosidade do Poder Judiciário e fazer com que a missão constitucional do STJ seja reafirmada, evitando, dessa forma, o uso exagerado de recursos.

“O Brasil já acordou para a necessidade de se dar maior celeridade à justiça. E o STJ, neste sentido, pode ser considerado um modelo, com a instauração ampla do processo eletrônico que reduziu muito o tempo necessário para a tramitação do processo dentro do Tribunal e o tempo que se leva para julgá-lo”, afirma Villas Bôas Cueva.

Para Sebastião Reis Júnior, é preciso mudar a mentalidade dos operadores do Direito como um todo, pois o problema maior está na gestão da justiça. “O que pode ser feito é uma melhor estruturação da justiça, com a disponibilização de estrutura física, equipamentos, ações necessárias e treinamento de pessoal. A profissionalização da justiça vai refletir em uma maior celeridade do processo”, diz.

Antônio Carlos Ferreira considera o STJ um modelo de boa prática de gestão, tendo em vista sua adesão às inovações oferecidas pela tecnologia da informação, que viabilizaram acelerar a prestação jurisdicional. “A Lei de Recursos Repetitivos, por exemplo, permitiu uma redução expressiva dos recursos pendentes de julgamento”, afirma.

Segundo ele, são irreversíveis os avanços crescentes do processo eletrônico e as transformações proporcionadas pela tecnologia da informação. “Tais inovações vêm ao encontro da celeridade, do prazo razoável do processo, da economia de recursos públicos, da eficiência, além de representar evidentes benefícios em termos ambientais”, avalia Ferreira.
Uso exagerado de recursos
Para Villas Bôas Cueva, o uso exagerado de recursos é uma questão importante que tem movimentado o meio jurídico, principalmente devido ao Projeto de Emenda Constitucional 15/2011 (chamada de PEC dos Recursos), que procura fazer com que os tribunais superiores não funcionem como terceira instância.

Entretanto, ele ressalta que é preciso ter em mente que os recursos têm uma razão de ser – que é a defesa dos direitos individuais e das garantias constitucionais – e que não podem ser suprimidos aleatoriamente, sem que se pense no resultado que isso poderia causar, não só nas esferas privada e pública, mas também penal.

“De fato, há uma proliferação de recursos muito grande. Os tribunais têm uma carga de trabalho excessiva e fica a pergunta se não caberia aos tribunais superiores fazer uma seleção daquilo que merece ser julgado devido à sua relevância para o País e para a uniformização da jurisprudência”, questiona Villas Bôas Cueva.

De acordo com Sebastião Alves Júnior, a demora excessiva de um processo precisa de uma ação global para ser sanada. “São necessárias algumas adequações na legislação – que já estão em andamento -, na mentalidade do próprio julgador e de todos os operadores do Direito. É preciso alterar essa situação atual e tornar o processo mais célere, mais efetivo”.

No seu ponto de vista, o recurso somente deve ser usado naqueles momentos que realmente são pertinentes, onde existe uma chance de modificação da decisão. Neste momento, segundo Sebastião Alves Júnior, o papel do juiz é fundamental. “O juiz deve respeitar a jurisprudência dominante. Ele não pode criar situações que permitam o recurso”, avalia.

Antônio Carlos Ferreira classifica como “impressionante” o número de recursos que entram no Tribunal diariamente. Entretanto, ele acredita que as reformas processuais levadas a efeito nos últimos anos racionalizaram os recursos, bem assim o novo Código de Processo Civil pretende, do mesmo modo, abreviar o prazo de duração dos processos.

“O importante é que todas as iniciativas que visem limitar as oportunidades recursais sejam amplamente discutidas com a comunidade jurídica, especialmente OAB, e com a sociedade como um todo, visando assegurar o exercício da ampla defesa e do contraditório”, destaca Ferreira.
Qualidade x Quantidade
Sobre o tema, Villas Bôas Cueva diz que é realmente difícil aspirar por grande qualidade quando o número de recursos nos tribunais superiores tem sido avassalador. Entretanto, ele acredita que o uso da Lei dos Recursos Repetitivos e de súmulas tenderá a garantir maior qualidade nos julgamentos. “Mas é preciso ter cuidado, naturalmente, para que aqueles casos que não cabem nessas categorias genéricas sejam julgados com cuidado, caso a caso”.

Outra solução, no seu modo de ver, seria diminuir, na sociedade, a litigiosidade, fazer com que meios alternativos de solução de conflitos sejam empregados cada vez mais, em vez de o cidadão se valer apenas do Estado para tutelar os seus direitos.

Sebastião Alves Júnior não pensa diferente. Segundo ele, o STJ é um tribunal que prima pela excelência, pelo cuidado, pela dedicação. Mas não é fácil atingir a qualidade ideal. “Acho que o nosso Tribunal ainda prima pela qualidade. Cria instrumentos de celeridade processual, mas não consegue dar vazão à quantidade que chega. Os ministros não querem simplesmente julgar por julgar um processo. Há uma preocupação de ter uma equipe bem estruturada de apoio, de realmente se aproximar da justiça ideal”.

Papel do Juiz

“Certamente, tem um papel criador dentro de um quadro de possibilidades de interpretação que a norma coloca e das demandas sociais que são apresentadas a ele”. A conclusão é de Villas Bôas Cueva, ao ser questionado sobre o papel de juiz. Trabalhando no “outro lado do balcão”, o novo ministro vê, no juiz, um criador, sensível às demandas sociais dos novos tempos, mas que não tem liberdade absoluta. “O juiz tem algumas balizas constitucionais legais que impedem que ele seja excessivamente criativo e que recai nos males do chamado ativismo judiciário”.

Para Sebastião Alves Júnior, a grande diferença entre o advogado e o juiz é que o primeiro ajuda a fazer justiça e o segundo, tem a condição de fazer justiça. Entretanto, o juiz tem que pensar nas consequências daquilo que ele está decidindo, sem se precipitar, além de ter humildade para admitir quando está errado.

Antônio Carlos Ferreira acredita que o juiz tem o nobre dever de ser o guardião da Constituição, das leis e da confiança dos jurisdicionados, que submetem suas pretensões e questões conflitantes ao seu julgamento. “Por isso, sua atuação deve ser independente e pautada pelas exigências do bem comum”.

STJ

Sebastião Reis Júnior destaca que chega ao STJ em um momento muito importante e efervescente para a Corte, em que são julgadas novas questões que vão provocar uma atuação muito presente e efetiva. “O nome Tribunal da Cidadania já diz tudo. É o STJ que toma decisões que fixam entendimentos que vão interferir no dia a dia da sociedade. Espero que a vivência que eu tenho do outro balcão possa ajudar o Tribunal a julgar melhor e cumprir a sua missão constitucional de uniformizar a interpretação das normas infraconstitucionais”.

A opinião é compartilhada por Antônio Carlos Ferreira, para o qual se sente honrado em passar a integrar o STJ e, ao mesmo tempo, uma enorme responsabilidade, pois as decisões da Corte interferem diretamente na vida de todos os brasileiros. “Minha expectativa é poder contribuir, com a experiência de advogado, para a efetividade da prestação jurisdicional. Essa experiência, muitas vezes árdua, proporcionou uma visão crítica do ponto de vista do jurisdicionado. Sem dúvida, essa visão vai me permitir somar esforços no sentido de aproximar o Poder Judiciário ainda mais da sociedade, o que entendo ser o objetivo do quinto constitucional”, afirma.

Para Villas Bôas Cueva, o STJ tem se firmado como Tribunal da Cidadania em razão da sua grande eficiência na pacificação de alguns conflitos e na uniformização da jurisprudência.