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29/07/2011

Tráfico de animais, o maior predador


 
(Foto no 'Blog do Planeta' - Revista Época)


Um artigo publicado pela ambientalista Elizabeth Bennett, da Wildlife Conservation Society (WCS), afirma que uma imensa e sofisticada rede de tráfico internacional coloca em risco em proporções nunca antes vistas os animais mais queridos do mundo, como leões, tigres e elefantes. Apenas na África do Sul, 230 rinocerontes foram mortos entre janeiro e outubro do ano passado.

A rede conduzida pelo crime organizado é voltada principalmente para o mercado asiático, famoso por vender partes de animais mortos, como chifres e ossos. Segundo Bennett, os criminosos desenvolveram meios mais elaborados para traficar os bichos. São usados compartimentos secretos em navios cargueiros, mudanças abruptas de rotas de fuga e o comércio via internet, que dificulta a descoberta da localização dos traficantes.
“Estamos perdendo rapidamente animais espetaculares para um tipo inteiramente novo de comércio conduzido por organizações criminosas. Isso é muito alarmante, e o mundo não está reagindo com seriedade”, diz a pesquisadora.
Em seu artigo, Bennett afirma que para reverter a situação e lidar com o tráfico cada vez mais sofisticado, seria preciso aumentar o número de autoridades treinadas para atuar em diversos países.Também seria necessário o uso em maior escala de cães farejadores, testes de DNA em animais e programas de identificação, para combater todos os estágios do tráfico.
Além disso, acho que não custaria fazer campanhas para evitar o comércio de animais ou suas partes.


Margarida Telles
(Blog do Planeta)
 Repórter da revista ÉPOCA. Mora na cidade grande e sente falta de mato. Quebrou o braço ao cair da árvore, levou picada de aranha, mordida de cachorro, bicada de galinha e cuspida de lhama, mas nem assim desistiu da natureza.  

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