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20/08/2013

Apae não pode ser enfraquecida com o novo Plano Nacional de Educação

Um projeto que começou na Câmara dos Deputados e foi para o Senado pode acabar com repasses do Governo Federal para as APAE’s. A apreensão por todo o Brasil é que as famílias percam a estrutura especializada para o ensino de estudantes especiais.
O projeto, de autoria do senador José Pimentel (PT-CE), propôs cortar os repasses do governo federal para as Apaes depois de 2016. Consequentemente as associações vão fechar as portas.
No Maranhão a proposta causou reação imediata da sociedade. A deputada Gardênia Castelo encabeça no estado a lista de pessoas que devem participar de movimentações que impeçam a aprovação da proposta de Pimentel.
“Sou contra qualquer manifestação do governo ou de quem quer que seja, que tenha por fim reduzir a oferta de recursos financeiros, humanos, materiais, ou tecnológicos da base educacional ou da vida dos nossos irmãos que possuem alguma forma de deficiência, porque entendo que a rejeição, a discriminação e o preconceito que sabemos existir contra eles no Brasil, já revelam, por si só, uma forma desumana e condenável de exclusão social”, disse a deputada.
A proposta de fim das APAE’s sugere que todos os alunos com deficiência intelectual ou múltipla sejam matriculados em escolas regulares. O que na visão de especialistas da área não é o arranjo pedagógico mais indicado para se auferir os rendimentos.
Para a deputada, “por mais boa vontade e orientação metodológica que se tente dar aos desiguais, principalmente no âmbito da educação pública, nem sempre isso é viável. Não se pode excluir as escolas especiais dos repasses governamentais, porque seria condená-las ao isolamento e portanto, a um baixo rendimento educacional, prejudicando a proposta sociocultural de todas”.
Fontes: 
http://jornalpequeno.com.br/

Elina Rodrigues Pozzebom


Araci Ledo, presidente da Federação das Apaes, defende mudança no texto de projeto do PNE
Representantes do governo e das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) discutiram, nesta quinta-feira (15), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a possibilidade de enfraquecimento da atuação das entidades que oferecem educação especial às pessoas com deficiência. Isso poderia acontecer a partir da aprovação do novo Plano Nacional da Educação, em tramitação no Senado. Por causa do debate, uma audiência com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e diretores da Federação das Apaes deve ocorrer na próxima semana.
O temor está relacionado ao relatório do senador José Pimentel (PT-CE) ao PNE (PLC 103/2012), aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Segundo o texto, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotação deve ser universalizado na rede regular de ensino.
Isso retiraria de entidades como Apaes e Pestalozzis a possibilidade de oferecer o atendimento especial substitutivo à educação escolar na rede regular, como pode ser feito hoje em dia. Além disso, restringiria o repasse de recursos a essas entidades a partir de 2016. Por isso, as Apaes defendem a manutenção da palavra "preferencialmente" na redação da Meta 4 do projeto sobre o PNE.
- Na convenção da ONU [para a pessoa com deficiência], tem a palavra possam. Essa palavrinha dá direito da pessoa com deficiência poder ou não entrar onde tiver que entrar e fazer a matrícula onde quiser. Agora, queremos outra palavra, preferencialmente, porque ela abre o [mesmo] direito – disse Araci Ledo, presidente da Federação das Apaes.
Os membros da Apae querem que a população seja ouvida sobre essa possibilidade de enfraquecimento das escolas especiais e possa ter o direito de optar entre a educação a ser ofertada pela rede pública e o atendimento especializado já institucionalizado, antes da aprovação do PNE. Para eles, a escola especial pode oferecer tanto a educação escolar quanto o atendimento educacional especializado, complementar. A redação do substitutivo aprovado na CAE ao projeto do PNE  restringe a atuação das escolas especiais a apenas esta última modalidade.
- Inclusão não se faz por decreto, se faz por ação, postura, profissionalismo, interesse, conhecimento e planejamento. Estamos defendendo a democracia, o direito da existência pacífica, harmônica e profissional [da educação regular e especial] – disse Fabiana Oliveira, coordenadora pedagógica da Federação das Apaes.
Apesar de ter havido, durante a audiência, manifestações de representantes do governo na defesa da complementaridade entre a educação regular e a especial, as entidades temem por seu esvaziamento. A diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete, ressaltou que o foco do MEC é o fortalecimento do direito à educação e das escolas regulares no Brasil. Ela destacou que a escola especial não desaparecerá, vai caminhar junto, mas não poderá substituí-las.
Comissão de Educação
Durante a audiência pública, o presidente da Comissão de Educação (CE), senador Cyro Miranda (PSDB-GO), afirmou que, quando da análise na comissão, a redação do projeto aprovada pela Câmara dos Deputados será retomada. A relatoria deve ficar a cargo do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), com quem ele debateu o assunto. Paulo Paim (PT-RS) também quer a manutenção da palavra “preferencialmente” no texto. O projeto tramita atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Waldemir Moka (PMDB-MS) defendeu ainda a atuação das Apaes, consideradas por ele imprescindíveis no atendimento às pessoas com deficiência, por toda a sua expertise adquirida ao longo dos anos. Ele disse não conseguir assimilar a ideia de crianças especiais serem colocadas em salas de aula normais.
- Entendo a posição do MEC para a inclusão, mas acho que tem um pouco de utopia nisso tudo – opinou.
Já a senadora Ana Rita (PT-ES) disse entender que o governo não quer acabar com as Apaes, pois elas têm um papel importante para garantir às pessoas com deficiência acesso a tratamentos e até mesmo um espaço de socialização.
Nota
Enquanto a reunião ocorria, o senador José Pimentel divulgou nota sobre as alterações à Meta 4 do Plano Nacional de Educação. Ele justificou a redação dada ao texto dizendo que o atendimento especial substitutivo à educação escolar na rede regular, ofertado por entidades como a Apae, não encontra amparo legal. O senador cita para isso a Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.
O documento da ONU, segundo a nota, prevê o atendimento educacional para todas as pessoas, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, assegurando um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. Essa educação inclusiva ofertada pelo governo também está, explica a nota, de acordo com a Política Nacional de Educação Especial e as deliberações da Conferência Nacional de Educação realizada em 2010, por isso a mudança. O relatório de Pimentel aponta para um novo modelo de educação inclusiva, diz a nota.
Agência Senado

29/04/2011

Romário marca dois gols em CG no jogo beneficente para a Apae



"Vamos prestigiar a APAE ... uma atitude com amor ESPECIAL! Faça sua parte"
(Ivana B. Cunha Lima)


Ivana B. Cunha Lima
Tabeliã

Antes do jogo, Romário autografou camisas para leilão
'Romário'
Deputado Federal

Margarida Mota
Presidenta da APAE

Alberto Simplício
Do Jornal da Paraíba

O tetracampeão mundial, Romário, atualmente deputado federal, participou na quinta-feira (28) em Campina Grande do jogo da solidariedade, promovido pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e marcou mais dois gols na carreira. A partida atrasou em mais de duas horas e teve apenas um tempo, devido às fortes chuvas que caíram na cidade. O placar entre as equipes Apae Verde e Apae Azul terminou em 3 a 1, para a primeira, liderada pelo ex-craque da seleção brasileira.
Os dois times foram formados por empresários, políticos, artistas e outros cidadãos de Campina Grande.

O gol mais importante, no entanto, aconteceu fora de campo, que foi o gol da solidariedade. Toda a renda obtida com a venda dos ingressos será destinada à Apae. A expectativa da entidade é de que presença do ídolo do futebol nacional se converta em mais apoios para a associação.

Antes de participar do jogo no estádio O Amigão, Romário visitou a Apae e concedeu uma entrevista coletiva. Na oportunidade, ele convocou toda a classe política a se engajar na luta em defesa dos portadores de necessidades especiais. Segundo o deputado, essa é uma causa que todo político diz que pretende ajudar pelo fato de render voto, mas que na prática não tem sido tratada como prioridade.
Ele afirmou que a presença dele no jogo deve sensibilizar os políticos paraibanos a darem a sua contribuição. Disse que seu mandato está a serviço das pessoas especiais, mas ressalvou que não tem ambição de ser autor de nenhum projeto que envolva a causa. “Fazer novos projetos leva mais tempo do que tentar dar andamento aos que estão paradas no Congresso, por isso pretendo junto com os outros deputados destravá-los”, assegurou. Até a Copa do Mundo de 2014, a expectativa do parlamentar é de que o país possa ser um exemplo de acessibilidade.

Antes de entrar em campo, Romário recebeu da Câmara Municipal de Campina Grande o título de Cidadão Campinense.

A presidente da Apae, Margarida Mota, agradeceu o apoio dado pelo ex-craque da seleção brasileira, que por ter um filha portadora da Síndrome de Down, conhece bem o tratamento que uma pessoa especial demanda. “Romário é um símbolo do esporte. Esperamos que sua presença aqui na Apae possa ser a semente da mobilização pela causa das pessoas especiais”, afirmou.

Fonte: