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08/05/2013

Interferência do Estado no 'mau gosto' musical

Cláudio Lucena
Advogado e professor do Departamento de Direito Privado (DPP) da Universidade Estadual da Paraíba


Minha falta de personalidade não para de me encabular.

Em algum instante de um passado recente, uma erva medicinal e uma bebida, cuja combinação à mesa sempre levantou as mais fundadas suspeitas gastronômicas, transformaram o vaqueiro num “peão” – que até então ninguém no Nordeste tinha a menor idéia de onde tinha vindo nem pra onde ia. Desde este dia que eu defendo e torço com todas as minhas forças pra alguém tomar alguma atitude mais enérgica pra tentar estancar este processo de completa extinção da memória da música nordestina autêntica, tradicional.

Agora, quando alguém finalmente toma esta atitude, bato pino.

Pergunto a mim mesmo se será apenas esta minha falta de personalidade crônica que não permite que eu endosse integralmente as restrições que o secretário Chico César faz em relação a estas manifestações musicais regionais que não têm o brilho d’outrora, mesmo tendo sonhado que alguém tivesse a coragem de fazer isso durante tanto tempo.

Porque discriminação eu mesmo faço, na minha casa, com todo orgulho. Discrimino, mesmo. Posso, devo, faço e não tem quem empate. Há uma sanfona em minha casa, em cujas teclas e baixos vez por outra me arrisco, e que proporciona a mim e aos meus uma diversão renovadora de final de semana. Pertenceu ao saudoso Josinaldo, que a transmitiu a Braz do Congo, que, por sua vez, confiou-a a mim através de Robertinho, pra que eu lhe desse algum uso, por pobre e limitado que fosse. Está sob os meus cuidados. Dela, não sai o que eu acho que não presta. Quer acabar com a brincadeira? Insista. Já acho desrespeito suficiente eu me valer dela pra fazer o que eu faço. Agora, submetê-la à desonra dos desmandos musicais deste mundo ingrato, aí nem pensar. Seria fazer o lendário mestre se revirar em seu lugar de descanso eterno.

Mas isso é lá em casa, onde, na ausência de minha mulher, mando eu.

Houve um tempo em que tudo fazia sentido no forró nordestino. Na casa de meus pais, tios e avós, onde se ouvia Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, os Três do Nordeste, Genival Lacerda, as letras cantavam as coisas da terra, do amor e do povo, as melodias eram simples, singelas, sutis, sem muita elaboração, mas poéticas e agradáveis. Até os nomes dos artistas e das atrações pareciam mais verdadeiros, mais honestos. Havia outras vertentes de música, umas mais socialmente engajadas, outras mais engraçadas, irreverentes, até picantes, mas que também divertiam o público.

As manifestações musicais de hoje, em todos os gêneros, nos permitem algo que nunca antes da história da cultura, neste ou em outro país, tinha sido possível: a constatação objetiva do mau gosto. Nas aulas de Direito Autoral, tenho o hábito de provocar os alunos a discutir conteúdo estético como requisito essencial para que determinada obra artística tenha sua proteção reconhecida pelo sistema jurídico. Faço questão de esclarecer que a noção de conteúdo estético não tem a função nem a condição, por si só, de separar as obras nas categorias de mau gosto e bom gosto.

Lembro de memória que artistas como Capilé, Jorge de Altinho, Assisão e Alcimar Monteiro, apenas citando alguns exemplos, já representavam e promoviam, a seu tempo, uma certa evolução no estilo de forró que até então se considerava tradicional. Não me recordo, contudo, daquele movimento causar tanto incômodo nem desconforto, muito menos o grau de revolta de hoje. Isto sugere que aquela transformação era encarada como positiva, modernizava a sonoridade, a linguagem, abria espaço para novos nomes, novos projetos, contribuições, mas sem degenerar o petróleo bruto de onde a nova gasolina aditivada tinha saído. De fato, mesmo depois de todo o redesenho rítmico, musical, harmônico e estético do estilo, no final das contas, Jorge de Altinho ainda cantava Petrúcio Amorim, que defendia a verdade melosa de que “(...) enquanto a cabeça não sabe o que o coração sente/navega o corpo vadio em mares de amor (...)”. Ali, a essência ainda existia em esplendor. Claro que havia a discussão. Popular demais pra alguns, simplório ou piegas pra outros, autêntica pra alguns outros, o fato é que esta discussão é legítima sempre, e representa bem a dificuldade estética conceitual de se distinguir o belo do feio, o bom do mau gosto.

Mas esta dificuldade se reduz a zero, quando a sensibilidade se externa, por exemplo, através da conclusão de que “Amor de rapariga não vinga não (...)”, quando o pagode sugere, sem muita doçura que “(...) então amasse a latinha com a bunda/senta, senta” ou quando o lirismo sensível do funk da Tati sugere sem tanto pudor “(...) Abre as pernas, mete a língua”. O extremo de licença poética às vezes pode ser percebido na mera enumeração das canções que integram um determinado CD, como “Te deixar Taradinha/Dança da Cobra/Senta Relaxa/Pegue Aqui/É bem Docim Mamãe/Tapinha na Bundinha/Minhoca Aí” (tudo isso num CD só), entre diversas outras. Problema resolvido. Mau gosto detectado com margem de erro zero. São cenas musicais de sexo explícito, pornomúsica que não se pode sequer cantarolar na frente de crianças ou em ambientes em que a embriaguez absoluta não tenha destruído os freios inibitórios e morais de todos os presentes.

Mentira descarada ou preguiça intelectual imperdoável de quem diz que esta é a forma do povo se expressar. Não é não. Nasci e cresci num bairro humilde. Conheço e convivo com muita gente de periferia. Não é assim que nos expressamos, nem essa é a única forma possível pra alguém se expressar. Estas manifestações não são fruto de falta de alternativa de expressão; são o resultado de uma opção errada de manifestação, deturpada por quem encara liberdade apenas como uma garantia pessoal geradora de direitos, e não como um privilégio social gerador de deveres. Não se lutou e conquistou o direito de se expressar livremente em público para garantir excessos de flagrante, nocivo e objetivo mau gosto, com a mera finalidade de conseguir atenção e os demais dividendos – dinheiro, popularidade, poder e espaço em divulgação – que a notoriedade moderna proporciona.

Apesar da pobreza estética de hoje permitir esta constatação objetiva do mau gosto, repito, esta conclusão pode produzir efeitos lá em casa. Eu, cidadão, posso fazer esta distinção. Meu vizinho pode, o produtor musical também pode, o crítico pode, o veículo de comunicação pode, o artista Chico César também tem esse direito. Mas, observando essa polêmica recente, e os seus desdobramentos, tenho a convicção de que o agente público Chico César não tem essa prerrogativa de fazer o que eu sempre desejei, o que sempre torci que ele fizesse.

E olhe que os melhores argumentos não lhe faltam. É a música tradicional que sofre o preconceito do dia-a-dia, é ela que vem sendo banida dos canais de comunicação, produção e distribuição comercial dos dias de hoje, é a ela que se nega o espaço, a sobrevida, a exposição que permite a perpetuação. Poderíamos, sim, como argumentou o secretário, tratar da continuidade desta espécie de manifestação artística através de políticas públicas de inclusão, da mesma forma como se faz com minorias sócio-econômico-raciais no Brasil de hoje, afinal de contas, estas mega atrações mais recentes há muito tempo já não são apenas manifestações culturais; são impérios econômicos, atividades meramente empresariais, indústrias de arte de massa, basta ver a forma como este tipo de música é elaborado em verdadeiras linhas de produção automatizadas, moldes, padrões de repetição que chegam ao limite de permitir o questionamento acerca da presença de alguma atividade criativa no processo. Esta indústria se disfarça de arte pra concorrer com a própria arte em condições que, segundo alega, devem ser de absoluta igualdade, como se não fossem desiguais em essência.

Apesar de tudo isso, a perspectiva de intervenção do poder público neste domínio me arrepia dos pés à cabeça. A sociedade brasileira abraça e defende com unhas e dentes o princípio da ampla liberdade de expressão e de manifestação do pensamento. A verdade – dolorosa, incômoda, mas verdade – é que esta expressão não está obrigada a ser compatível com o padrão de bom gosto de um determinado segmento social, econômico, etário ou intelectual. Ao cidadão brasileiro, portanto, é assegurado o direito fundamental ao mau gosto, mesmo objetivamente constatado, e ainda que sabidamente prejudicial aos olhos, aos ouvidos, estômagos e cérebros.

A questão que veio à tona na Paraíba, portanto, não é somente de incentivar o mais frágil e tradicional, e deixar o mais forte e comercial entregue às regras de mercado. A pretexto de oferecer as opções artísticas que determinado gestor entende adequadas, o poder público interfere no domínio cultural, endossa um estilo de arte em detrimento de outro, seleciona repertórios intelectuais e acaba por tomar uma decisão semântica, que eticamente não poderia tomar em nome do cidadão. Nada me parece mais invasivo e impertinente, do ponto de vista da influência do Estado na formação da opinião pública, da personalidade do indivíduo e da consciência cultural.

Não tenho dúvida alguma a respeito do acerto da posição do secretário, que, aliás, muito mais do que uma posição pessoal, me parece ser uma política governamental ampla e genérica de valorização de cultura e de tradições populares. Levadas em consideração as circunstâncias da região, a contraposição entre a realidade econômica dos grandes e pequenos artistas, os recursos escassos de que dispõe o Estado para apoio a festejos e eventos turísticos de massa, as prioridades estabelecidas pela gestão e o cenário cultural do São João, essa parece mesmo ser a política correta para o momento, sem tirar nem pôr.
O caso particular, portanto, é muito menos polêmico do que o que parece ser. O poder público tem recursos limitados, e precisa, por imperativo fiscal e moral, gastar menos. As atrações mais caras vão continuar a ocupar o espaço que sempre tiveram, por meio dos canais que sempre estiveram abertos a elas: iniciativa privada e meios de comunicação de massa de enorme alcance. Nenhum prejuízo para o evento, para o público, para os profissionais, empresários ou para o Estado. Nenhuma crítica à decisão administrativa para o caso, se o propósito é apenas inclusivo em relação aos artistas de menor expressão, e econômico em relação aos cofres públicos.

A única preocupação que fica é o fato do agente público, nesta condição, desempenhando a sua função, rotular uma determinada forma de expressão artística – e não importa seja esta forma de expressão de ótimo ou péssimo gosto – para fazer valer uma concepção pessoal de arte, seus valores culturais individuais – e, de novo, não importa o quão sofisticados e refinados forem estes valores individuais.

O Estado deve preservar o patrimônio cultural. Deve garantir apoio às manifestações tradicionais, mas precisa alavancar os eventos de turismo. Precisa ser isonômico no tratamento dos artistas, mas deve levar em consideração as distinções de dimensão e de acesso aos canais convencionais de divulgação entre eles. Precisa proteger crianças de conteúdo nocivo à sua formação, mas tem obrigação de respeitar a liberdade de expressão e manifestação do pensamento, mesmo sendo esta expressão de objetivo mau gosto. Deve oferecer opções culturais e de lazer construtivas, edificantes, mas não pode, a critério de um agente seu, impedir o exercício do direito fundamental ao mau gosto.

A verdade é que a questão não tem solução fácil. Não é tema para caça às bruxas nem reações destemperadas, de qualquer dos envolvidos. Com um pouco de jogo de cintura, poderia ser tratada às escondidas, sem polêmica e sem solavancos a vida inteira, mas já que apareceu, precisamos reconhecer que é importante, e que alguém já deveria ter tido a iniciativa de levantá-la. Chegou a hora de discutir – é bom não desviar o foco desta questão, que é a que realmente importa – qual o limite da intervenção do Estado no domínio cultural para que ele cumpra os seus papéis institucionais e constitucionais sem invadir as garantias individuais do cidadão.

O secretário formulou uma política correta, consciente, mas anunciou do jeito errado.
Escolheu, sem sombra de dúvida, o destino certo, mas esqueceu-se que a essência da boa prática democrática nos recomenda a tentar chegar lá por outro caminho, por difícil que seja.
Este o Brasil já trilhou e já viu que não serve. O risco é alto demais.


Fonte: Conjur

29/05/2012

PB - Governador sanciona leis e destaca Promotoria de Combate à Sonegação Fiscal

Foto: José Marques/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho sancionou, nesta segunda-feira (28), cinco leis aprovadas pela Assembleia Legislativa, que visam garantir a modernização e uma maior eficiência do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A primeira lei sancionada pelo governador, durante sessão extraordinária do Colégio de Procuradores do Ministério Público, foi a que cria a Promotoria de Justiça Especializada no Combate aos Crimes de Ordem Tributária. Segundo estimativa do Ministério Público, a Paraíba já deixou de arrecadar R$ 4 bilhões devido à sonegação de impostos.

Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho destacou a importância da criação da Promotoria especializada no combate a crimes de sonegação fiscal e as medidas como a modernização do órgão com criação dos cargos de analistas de sistemas. “Todos os órgãos precisam se preparar mais para ter a capacidade de produzir, por meio da inovação tecnológica, melhores resultados e serviços”, afirmou.

O procurador geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro, destacou que a lei busca visualizar um novo modelo de combate à sonegação fiscal. “Esta é uma lei que não só caminha junto com o processo de modernização fiscal e de melhoria na arrecadação que está sendo implantada no Estado, como serve de alerta para quem sonega e está retirando investimentos sociais como saúde e educação”, declarou Oswaldo Trigueiro.

Ricardo comentou que sancionou as leis aprovadas pelo legislativo sem emendas por reconhecer a importância do papel do MP, não só na fiscalização como na proposição de caminhos e soluções para a sociedade. “O MP é um órgão essencial na nossa democracia e seus gestores sabem como compor as suas promotorias para o trabalho de fiscalização e de melhorias do serviço prestado à população”, completou.

O governador também sancionou a Lei Ordinária que extingue onze promotorias de Justiça, 14 cargos de promotores de Justiça e 24 promotorias de Justiça das áreas Cível e da Fazenda Pública da Capital e de Campina Grande. Outra Lei que entrará em vigor é a que regulamenta as verbas indenizatórias como auxílios alimentação e saúde para o quadro de servidores.

De acordo com o procurador geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro Filho, o redimensionamento irá gerar uma economia com a extinção de áreas que tinham pouca demanda de trabalho e a transformação em promotorias que vão atuar na defesa dos direitos difusos (meio ambiente, patrimônio público, infância, saúde, educação, consumidor e cidadania), execução penal e júri.

Dentre as leis sancionadas pelo governador está a que institui o programa de modernização e virtualização da instituição, o “MP Virtual”, que prevê a realização de concurso para o provimento de 16 cargos na área de Tecnologia da Informação. Outra lei que entra em vigor é a que autoriza cada promotor de Justiça que atua na Paraíba ter um assessor, assim como já acontece no Judiciário e em outros Ministérios Públicos Estaduais, para agilizar o trabalho do MP.

Participaram do ato de assinatura o vice-governador Rômulo Gouveia, as secretárias estaduais Livânia Farias (Administração) e Aracilba Rocha (Finanças) e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, além de vários promotores de Justiça.


GOVERNO DA PARAÍBA

26/04/2012

No Canadá, o vice-governador Rômulo Gouveia estreita relações para otimizar o uso de TI na prestação do serviço público da Paraíba

Ficheiro:Coat of Arms of Canada (1957).jpgFicheiro:Brasão da Paraíba.svg 
Foto: Secom-PB
 Foto: Secom-PB

 
O vice-governador Rômulo Gouveia está mantendo encontros com dirigentes e empresas canadenses na intenção de importar ideias e alternativas para serem aplicadas na Paraíba por meio do uso da tecnologia. No final deste ano, o estado vai sediar uma importante conferência de Tecnologia da Informação (TI), baseada em um inovador modelo adotado no Canadá, que visa otimizar o uso de novas tecnologias e da internet na prestação do serviço público e na relação do cidadão com o poder público.

A meta do governo canadense é fazer com que o cidadão consiga resolver qualquer problema de forma online até 2017 – proposta batizada de “Anyone Can Do Anything Online”, ou “qualquer um pode fazer qualquer coisa on line”, em tradução livre.
Para isso, o vice-governador Rômulo Gouveia encontra-se na cidade de Stratford, em Ontário, onde participa, ao lado da secretária executiva de Ciência e Tecnologia da Paraíba, Francilene Procópio, da Conferência Internacional Canadá 3.0, cujo tema é ‘Acelerando o Futuro Digital do Canadá’, encontro que tem por objetivo reunir o governo, acadêmicos e empresários para, juntos, identificarem prioridades e soluções de TI em prol da melhor qualificação dos serviços oferecidos à população.

Desde domingo (22) envolvido no evento, o vice-governador já esteve reunido com a Open Text, empresa global com soluções para internet e mídia digital, que será uma das patrocinadoras da conferência de tecnologiaem João Pessoae irá ceder soluções de TI para uso do Governo do Estado.

Na segunda-feira (23), o vice-governador e a secretária executiva de Ciência e Tecnologia foram recebidos pelo prefeito de Stratford, Dan Mathieson, cidade-sede da Conferência Internacional Canadá 3.0 e que, de acordo com Rômulo, será parceira na organização da conferência na Paraíba. “Stratford é uma cidade com infraestrutura digital e várias soluções online que visam facilitar o acesso do cidadão aos serviços oferecidos pelo governo local. Será uma parceira importante para projetos similares na Paraíba”, explica Francilene Procópio, por e-mail.

Ainda na segunda-feira, Rômulo e Francilene foram conhecer o Parque Tecnológico da Universidade de Waterloo e mantiveram novos contatos com dirigentes locais e empresas. Nesta terça-feira (24), a secretária executiva acompanha a conferência, enquanto Rômulo viaja a cidade de Kingston, para visitar empresas canadenses nas áreas de compostagem e reciclagem, com vistas a conquistar parcerias de interesse da Paraíba. Rômulo planeja voltar a tempo para Stratford, a fim de participar das reuniões.
“A avaliação é super positiva, tendo em vista que a Paraíba foi o estado escolhido para sediar a próxima conferência de TI, certamente pelo nosso avançado parque tecnológico. A pedido do governador Ricardo Coutinho, levo de volta para a Paraíba os meios para que a gente possa implementar no Estado um modelo importante de gestão de serviço público e realizar um evento de grande repercussão internacional”, comentou o vice-governador do Canadá, também por e-mail.

GOVERNO DA PARAÍBA

08/01/2012

197 - Aumento de 300% em 2011 nos registros do Disque Denúncia

A ligação para o 197 é gratuita e pode ser feita de celular ou telefone convencional, de qualquer lugar do Estado. O serviço funciona 24 horas e o denunciante não precisa se identificar.


O Disque Denúncia da Polícia Civil, que atende pelo número 197, registrou uma quantidade recorde de denúncias em 2011, registrando aumento de quase 300% em relação ao ano anterior. Foram homologados 3.040 registros, contra 1.059, em 2010.

Por meio das denúncias, a polícia conseguiu efetuar a prisão de mais de 100 pessoas, apreendeu 60 quilos de droga (entre cocaína e maconha), 22 armas de fogo (pistolas, revólveres e espingardas) e dezenas de caça-níqueis.

As denúncias, realizadas de forma sigilosa, também contribuíram com os trabalhos de investigação e conclusão de inquéritos policiais instaurados em diversas unidades policiais do Estado.

Concentração das denúncias – As 3.040 denúncias obtidas em 2011 foram feitas a partir de 91 municípios paraibanos. As cidades que tiveram maior quantidade de registros foram: João Pessoa (57%), Campina Grande (17%), Bayeux (5%), Santa Rita (4,5%), e Cabedelo (4%). A Região Metropolitana de João Pessoa concentrou 73% das denúncias, enquanto a região polarizada por Campina Grande aparece com 21%.

De acordo com o gerente operacional do 197, João Micena, uma das metas para 2012 será buscar mais participação da população nas cidades do interior do Estado. “Um dos nossos objetivos será descentralizar o serviço, fazendo com que a população do Sertão, Brejo e Cariri participe mais”, disse.

A ligação para o 197 é gratuita e pode ser feita de celular ou telefone convencional, de qualquer lugar do Estado. O serviço funciona 24 horas e o denunciante não precisa se identificar. Os crimes mais denunciados pela população são tráfico de drogas e homicídios.


Governo da Paraíba

03/12/2011

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Neste 3 de dezembro o mundo celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Comemora ainda o 30º aniversário do Ano Internacional das Pessoas com Deficiência, marco histórico estabelecido em 1981 pela Organização das Nações Unidas (ONU), que, pouca gente lembra, também oferece aos países o suporte da United Nations Enable.

De lá para cá muita coisa mudou e a relevância do tema vem atingindo o seu auge. O que felizmente, entre outros pontos, abre portas para o desenvolvimento de estatísticas seguras, que permitam observar o tamanho do problema e propor as soluções mais viáveis. Assim, a entidade já pode estimar que 15% da população global sofram de algum tipo de deficiência.

Se somarmos os familiares e as pessoas que cuidam dos deficientes, garante a ONU, temos nada menos que ¼ da população mundial envolvida diretamente na questão. No Brasil, conforme os indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população.

As mudanças nos perfis da sociedade, ao mesmo tempo em que promoveram o progresso científico e tecnológico e ampliaram debates democráticos para incontáveis interesses, também começaram a dar novos contornos ao panorama da deficiência física. Fundada há 61 anos para tratar e reabilitar crianças afetadas pela poliomielite e pelas consequências da paralisia cerebral, a AACD (Associação de Assistência à Criança de Deficiente) hoje vê aumentar consideravelmente em seu quadro de pacientes os jovens e adultos vítimas da violência urbana, especialmente de acidentes de trânsito e de armas de fogo. Ou seja, a demanda aumenta e a AACD dedica esforços sem fim em busca da expansão da capacidade de atendimento e da gestão administrativa financeira sustentável.

E a expertise da AACD conquistada ao longo destas décadas permite sugerir à sociedade brasileira a observação de algumas lacunas decisivas. Por exemplo: existe um gargalo enorme para que profissionais em Engenharia ou Fisioterapia desenvolvam novas próteses de membros superiores (mãos e braços). As opções disponíveis no mercado e nos hospitais ou são caras demais ou têm limitações tecnológicas para o uso adequado do paciente. Por que não integrar o conhecimento das universidades e o interesse da indústria para beneficiar o Terceiro Setor?

As áreas de Mecatrônica e Biomecânica estão se desenvolvendo rapidamente no Brasil, especialmente com automatização das indústrias. Por que não aproveitar este grande momento de desenvolvimento tecnológico para pensar no Terceiro Setor, investindo mais em tecnologias de próteses e órteses para os deficientes físicos? Ao garantir e ampliar o acesso a próteses e órteses vamos impactar diretamente no aumento da força de trabalho no Brasil, oferecendo enorme contribuição à economia do País e, mais importante, à inclusão social.

O momento político para a tomada de decisões estratégicas é favorável em todas as esferas públicas. A criação de secretarias municipais e estaduais em defesa da pessoa com deficiência demonstra a crescente receptividade do setor público em alinhar iniciativas para compreender cada vez mais os benefícios e os impactos da inclusão social. O pacote Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite – veio com metas ambiciosas a serem cumpridas até 2014, com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões.

Se de um lado vemos a evolução política na questão do deficiente, a sociedade também precisa fazer a sua parte, aceitando o deficiente físico e suas necessidades especiais. No ambiente escolar, é imperativo que o pedagogo acompanhe o seu desenvolvimento com paciência, pois o ritmo das ações tende a ser mais lento ou a criança pode requerer mais atenção para que não seja marginalizada ou menosprezada pelos colegas de classe. Escolas públicas e privadas não podem mais esperar para investir em adequações arquitetônicas, de conteúdo e de relacionamento infanto-juvenil.

Empresários e empregadores, que muitas vezes reclamam da dificuldade em encontrar mão de obra para diversas atividades em seus negócios, desconhecem o potencial de jovens e adultos reabilitados. Basta apenas vencer as barreiras do preconceito, investir na acessibilidade de suas instalações e apostar na qualificação profissional. A AACD, por exemplo, há 30 anos dispõe de um banco de talentos com cerca de cinco mil ex-pacientes cadastrados e aguardando uma oportunidade de emprego. Mas, sabemos, a baixa escolaridade também influencia na recolocação profissional. Em cerca de 80% dos casos, os ex-pacientes possuem, no máximo, Ensino Médio, sendo contratados apenas para ocuparem cargos como auxiliar de escritório e atendente de call center. Precisamos melhorar esse quadro.

Em suma, a AACD está disposta a participar integralmente deste novo momento e oferecer suas experiências à sociedade. Ao mesmo tempo, conta com total apoio social para obter recursos que nos permitam investir em profissionais, tecnologias em todas as unidades e ampliação da capacidade de atendimento. Muito tem sido feito. Vale lembrar que a AACD já consegue realizar anualmente mais de 1 milhão de atendimentos, entre cirurgias, consultas, aulas e terapias e fabricar mais de 60 mil aparelhos ortopédicos, que contribuem para a melhoria na qualidade de vida de milhares de deficientes físicos.

(publicação no site 'batecabeca')
*Eduardo de Almeida Carneiro é presidente voluntário da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente)


LEITURA COMPLEMENTAR:



29/11/2011

Estado e universidade inauguram biblioteca em presídio da Capital

“Desde a minha juventude eu nunca tinha parado para os estudos, para a leitura, não dava importância. Agora eu vejo essa biblioteca como oportunidade de crescimento pessoal, estou procurando uma melhora para minha vida”.
Carlos Aberto dos Santos
Detento


Os detentos da Penitenciária Juiz Hitler Cantalice, o Presídio de Segurança Média da Capital, ganharam nesta terça-feira (29) uma biblioteca com um acervo de mais de 2 mil obras literárias e didáticas, incluindo livros de Direito. A biblioteca resulta de parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e a Faculdade Maurício de Nassau.

Na oportunidade também foi assinado um convênio entre o Governo Estado e a Faculdade Maurício de Nassau para instalação de um “Escritório Modelo” para práticas jurídicas na Penitenciária Geraldo Beltrão, o Presídio de Segurança Máxima. Claúdia Lessa, coordenadora de Práticas Jurídicas da Faculdade Maurício de Nassau, explicou que o Escritório Modelo vai possibilitar que se alie teoria e prática dentro do ensinamento jurídico, o que melhora a prestação de serviço à sociedade.

“Nosso objetivo é combater o ócio e contribuir de forma decisiva para o processo de reintegração dos apenados”, explica João Paulo Barros, diretor do presídio de Segurança Média.

Para o detento Carlos Aberto dos Santos, 29 anos, ter uma biblioteca ao seu dispor é uma oportunidade de crescimento pessoal: “Desde a minha juventude eu nunca tinha parado para os estudos, para a leitura, não dava importância. Agora eu vejo essa biblioteca como oportunidade de crescimento pessoal, estou procurando uma melhora para minha vida”.

Para a gerente de Ressocialização da Sedap, Ivanilda Gentle, as bibliotecas são recursos que favorecem a integração do detento, além de despertar seu potencial criativo.
A biblioteca, será administrada pela direção e agentes penitenciários, atenderá cerca de quatrocentos detentos do regime aberto e semiaberto da penitenciária.

Para o diretor geral da Faculdade Maurício de Nassau, Walter Cortez, essa parceria com o Governo do Estado leva o cotidiano real do sistema prisional aos universitários e auxilia em sua formação ética e acadêmica: “Nossa tarefa não é só acadêmica, devemos também inserir nossos alunos na sociedade. Mostrando a realidade pretendemos formar pessoas sensíveis aos anseios e necessidades da sociedade”, argumentou.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Harrison Targino, ressaltou que a ressocialização e a humanização do sistema prisional é a missão do Governo da Paraíba: “É nessa direção que estamos trabalhando. A ajuda de parceiros, como a Faculdade Maurício de Nassau, tem sido fundamental para que o Estado obtenha resultados positivos nessa área”, disse.


Bibliotecas – A meta da Seap é criar uma biblioteca em cada unidade prisional. No dia 26 deste mês, uma biblioteca foi inaugurada no Presídio Feminino da Capital, numa parceria entre o Governo e a Fundação Cidade Viva.

Também na Capital, a Igreja Evangélica está montando outra biblioteca no presídio PB1. Em Campina Grande, a Universidade Estadual da Paraíba está finalizando as obras de uma central de aulas e biblioteca no presídio Serrotão.


12/11/2011

Conferência LGBT propõe Promoção da Cidadania e Direitos Humanos

Prestigiada por autoridades e representantes da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), a abertura da II Conferência Estadual, que acontece até o próximo sábado (12), foi marcada pelo debate de importantes temáticas. A solenidade aconteceu nessa quinta-feira (10), no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa.

O representante da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, Gustavo Bernardes, destacou avanços (como o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, recentemente aprovado no Superior Tribunal de Justiça) e discursou contra a escalada da violência homofóbica. “Vivemos em uma cultura impregnada por machismo, homofobia e misoginia há mais de 500 anos. Precisamos promover campanhas nas escolas e nos meios de comunicação contra esse sistema excludente, que elimina a diferença e coloca a comunidade LGBT em risco”, disse.


Representando o governador do Estado, Ricardo Coutinho, a secretária estadual da Mulher e da Diversidade Humana, Iraê Lucena, destacou a importância da PL 122 (projeto de Lei em tramitação que prevê a criminalização da homofobia) pelo Congresso Nacional. “Ainda há um longo caminho até a aprovação da PL 122, mas trabalharemos para o fim da intolerância à diversidade sexual”, ressaltou.

01/11/2011

Embaixada do Haiti quer estreitar parcerias com empresas paraibanas


O governador Ricardo Coutinho recebeu, no final da tarde desta segunda-feira (31), no Palácio da Redenção, o embaixador do Haiti no Brasil, Pierre Jean, e empresários paraibanos para discutir relações comerciais entre a Paraíba e o Haiti. Durante o encontro, o embaixador do Haiti convidou empresários paraibanos a visitarem o país no dia 29 de novembro e conhecerem de perto as oportunidades de entrarem nos mercados do Caribe e EUA.

Durante esta terça-feira (1º), Pierre Jean e o membro da Comissão pela Reconstrução do Haiti, Pierre Nadji, acompanhados de representante do Governo, visitarão empresas paraibanas, como a Vijai Elétrica, Intrafrut, Coteminas e Interblok (pré-moldados) para conhecer a produção e discutir parcerias futuras.

O embaixador Pierre Jean disse que está muito satisfeito com a reunião, com o governo e com os empresários paraibanos. Ele comentou a importância da futura visita em seu país. “A relação entre o Brasil e o Haiti é muito estreita desde 2004, com a presença militar do Brasil no processo de estabilidade política do país. O Brasil é um dos países mais importantes na reconstrução do Haiti. Queremos ampliar a relação unilateral, que hoje está concentrada em 70% com os Estados Unidos”, destacou o embaixador.

Ricardo Coutinho ressaltou que o Haiti representa mais um espaço para as empresas paraibanas ampliarem seu mercado e aumentarem a sua produção, principalmente pelo processo de reconstrução e por força de uma legislação internacional para a reconstrução daquele país.

Outro ponto positivo, segundo Ricardo Coutinho, é o leque de obras de infraestrutura que já estão sendo feitas e devem ser ampliadas, criando um cenário onde as empresas locais na área da construção civil devem participar das licitações promovidas no país. “Fomos procurados por representantes do governo do Haiti e do setor privado na viagem a Cuba e organizamos essa reunião onde eles puderam expôr a realidade no país e as perspectivas de futuro para que nossas empresas possam se desenvolver, crescer e se instalar na Zona de Processamento de Exportação que está sendo construída ao Norte do Haiti”, completou.

Ricardo ressaltou que a construção civil é o setor que mais cresce na Paraíba com o porcelanato, grande produção de cimento, e esse potencial não deve dialogar somente com a Paraíba, mas com o mundo. “E o que estamos querendo é que o Estado esteja presente onde haja oportunidades”, frisou.

Pierre Nadji disse que 70% das relações comerciais do país são com os norte-americanos e que o governo pretende, com financiamentos internacionais, atrair investimentos de outros mercados no continente americano, Europa e Ásia. Pierre disse que o setor da construção civil é o mais importante com projeto de construção de 200 mil casas em Porto Príncipe, mas a perspectiva de investimento se abre para os parques industriais em área de Zona Franca com indústria têxtil, confecções e calçados.

“Neste contexto verificamos que as empresas paraibanas são bem dinâmicas e qualificadas. O Haiti representa uma grande oportunidade para as empresas locais desenvolverem o seu mercado externo e, ao mesmo tempo, produzirem e gerarem empregos aqui. O investimento no Haiti também pode representar uma plataforma atraente para a entrada, sem impostos, no mercado dos Estados Unidos devido à legislação e a proximidade”, completou Pierre.
A reunião contou com representantes de entidades importantes do segmento comercial, como a CDL (Câmara de Dirigentes Logistas), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens e Serviços), instituições da área educacional como IFPB e UEPB, e de algumas indústrias com perfil de investimento. O presidente da Fecomércio, Marconi Medeiros, parabenizou o governo pela visão de prospectar novos mercados para as empresas paraibanas destacando as áreas da construção civil, calçados e confecções.

Pelo Governo do Estado também estiveram presentes o presidente da Companhia Docas, Wilbur Jácome, a presidente da Cinep, Margarete Bezerra Cavalcanti, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano, e o secretário executivo de Indústria e Comércio, Marcos Procópio.

Wilbor Jácome destacou a importância de o governo perceber o entendimento estratégico do Haiti no contexto logístico para atender o Caribe e a América do Norte pela mão de obra barata e com a possibilidade de manufaturar o produto na Paraíba e enviar para o Haiti para receber o acabamento. “A partir daí esse produto produzido no nosso Estado poderia entrar nos Estados Unidos e Caribe com tarifa zero até 2020”, explicou.


28/10/2011

Em Brasília, Rômulo cobra liberação da primeira parcela do Projovem

 

Em seu terceiro dia de compromissos oficiais em Brasília, o vice-governador Rômulo Gouveia foi recebido em audiência nesta quarta-feira (26) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O motivo da audiência foi a liberação da primeira parcela do Projovem para a Paraíba.

“A liberação da primeira parcela do Projovem era uma preocupação do governador Ricardo e da secretária Cida Ramos (da Secretaria de Desenvolvimento Social), e também de municípios como Sousa, que me procurou, pois só após a liberação poderia ser iniciado o processo de capacitação dos nossos jovens. Mas na tarde desta quarta-feira, ouvi do ministro Carlos Lupi o compromisso de agilizar a liberação desses recursos”, explicou Rômulo.

Parceria do Estado com o Governo Federal, o Projovem deverá beneficiar cerca de 10 mil jovens na Paraíba com bolsas-auxílio para cursos de qualificação profissional em 19 áreas. O Projovem foi lançado na Paraíba pelo próprio ministro Carlos Lupi, quando esteve no Estado em abril deste ano.

Posse no TCU – Antes da audiência com o ministro Carlos Lupi, o vice-governador esteve na posse da ministra Ana Arraes no Tribunal de Contas da União (TCU). “Foi uma posse bastante prestigiada por ministros, senadores, deputados e pela própria presidente Dilma”, relatou Rômulo. “A ministra Ana Arraes ainda fez um discurso bastante emocionado sobre sua trajetória até o TCU”, acrescentou.

Rômulo Gouveia volta nesta quinta-feira (27) à Paraíba depois de três dias na Capital Federal em busca de recursos, acompanhando emendas e participando de audiências sobre os pleitos do Estado junto ao Governo Federal.

23/10/2011

Ricardo fez entrega simbólica do terreno durante programa Teleton



As cidades de Campina Grande (PB) e Vitória (ES) foram escolhidas para receber em 2012 uma unidade Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). O anúncio foi feito na noite deste sábado (22) pelo presidente voluntário da AACD, Eduardo Almeida Carneiro, ao lado do governador Ricardo Coutinho e do apresentador Silvio Santos, durante o encerramento do Teleton, na sede do SBT nacional em São Paulo.

No momento do anúncio das cidades escolhidas Ricardo Coutinho entregou ao presidente Eduardo Carneiro a cópia do Projeto de Lei doando um terreno de 4.044,98 m2, localizado na Avenida Portugal, no bairro de Bodocongó, em Campina Grande, para a construção da AACD. O projeto será encaminhado na segunda-feira (24) para a Assembleia Legislativa autorizar a doação.

Nesta 14ª edição, o Teleton arrecadou R$ 26.802 milhões em dois dias, superando o recorde atingido em 2010. Isso possibilitou que, pela primeira vez na história, duas cidades fossem contempladas com unidades da AACD.




No Teleton, Ricardo esteve acompanhado da primeira-dama, Pâmela Bório, do seu filho Henri, do vice-governador, Rômulo Gouveia, do senador Cássio Cunha Lima e do deputado federal Romero Rodrigues.

Ricardo Coutinho comemorou a escolha da Paraíba para sediar a AACD e disse que isso abre uma perspectiva para implantação de uma política pública de reabilitação motora no Estado nas regiões do Litoral com a Funad, no Planalto da Borborema com a AACD e com o sonho de instalar uma Funad no Sertão. Ricardo garantiu a manutenção da AACD por parte do governo do Estado.

“Essa é uma conquista importante para o Estado de receber uma instituição que preza pela sua qualidade, conteúdo e cuidado que profissionais e voluntários da AACD têem com cada criança com deficiência e também no desenvolvimento das pesquisas nos vários centros do Brasil. É uma associação que merece ser apoiado por todo o país”.



Ricardo ressaltou que, a partir do chamado do senador Cássio, o Governo fez tudo que estava ao seu alcance como a doação do terreno, garantiu a subvenção financeira e chamou a prefeitura de Campina Grande para participar do processo, inclusive garantindo que esse equipamento estivesse dentro da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo fará tudo para que a AACD de Campina seja uma das referências do Nordeste em política pública de reabilitação motora. Para isso, vamos organizar os nossos serviços e ter um equipamento de ponta amplamente reconhecido no mundo”, destacou.

O presidente Voluntário da AACD, Eduardo Carneiro, ressaltou o empenho do governo do Estado para receber e para manter o funcionamento da unidade. “Agradecemos a parceria do governo da Paraíba e a colaboração do povo paraibano e brasileiro que nos ajudaram a superar a meta de R$ 23 926 milhões”, destacou.



O vice-governador Rômulo Gouveia destacou o empenho do senador Cássio e do governador Ricardo Coutinho em trazer a AACD para Campina Grande e oferecer um atendimento especializado e referência na América Latina para os paraibanos com deficiência. “A própria diretoria da AACD reconheceu o envolvimento dos paraibanos pelas redes sociais e pelo telefone nas doações para que pudéssemos concretizar o sonho da Paraíba e de Campina Grande: receber a sede da AACD”, completou Rômulo.

Via twitter, o senador Cássio Cunha Lima disse que hoje é um dia especial na sua vida por ter conhecido o trabalho da AACD de perto e saber que uma unidade será instalada em Campina Grande. “Agradeço o incondicional apoio do governador Ricardo Coutinho, sem esse apoio não seria possível receber a AACD em Campina Grande”, completou.

Recurso - O deputado Federal Romero Rodrigues anunciou, após o termino do Teleton, que apresentará uma emenda ao orçamento 2012 para a compra de equipamentos de reabilitação motora para a AACD de Campina Grande. Ele disse vai lutar junto com a bancada federal para viabilizar o funcionamento da AACD de forma a ajudar na reabilitação motora de jovens e adultos. “Conheci de perto o trabalho da AACD e como parlamentar tenho que fazer minha parte para termos uma AACD moderna e equipada”.

10/10/2011

Governo beneficia Campina Grande com obras em todas as áreas


O município de Campina Grande comemora seus 147 anos de emancipação política nesta terça-feira (11) com muitas conquistas a comemorar, começando pelo presente antecipado que recebe do Governo do Estado. Para anunciar mais benefícios para a população campinense, dentre eles um pacote de obras orçado em R$ 25 milhões, o governador Ricardo Coutinho estará na cidade durante todo o dia de segunda-feira (10). Além dos muitos compromissos administrativos, ele aproveitará para fazer uma prestação de contas das ações do seu Governo em edição especial do programa semanal “Fala Governador”, que será gerado a partir das 12h, excepcionalmente, na Rádio Campina FM.


Ricardo Coutinho chega à cidade no início da manhã para assinatura, prevista para as 9h, de termo de parceria com o Hospital Pedro I (localizado à Rua D. Pedro I, n° 605, no bairro São José), que funcionará como uma unidade de suporte ao Hospital de Trauma de Campina Grande. Para isso, o Pedro I passará a contar, em sua estrutura, com o funcionamento de 30 leitos clínicos e mais três leitos de UTI. O governador também assinará convênio com o Instituto de Assistência à Saúde, que vai garantir a realização de exames pré e pós-operatórios para pacientes de transplantes.

Na sequência, às 10h30, será feito o lançamento de edital para a construção do Centro de Inovação Tecnológica Telmo Araújo (Citta), obra que será financiada com recursos da ordem de R$ 441 mil. Na mesma solenidade, que ocorrerá na sede da Fundação Parque Tecnológico, na Rua Emiliano Rosendo Silva, n° 115, no bairro de Bodocongó, o governador dará posse à nova secretária executiva de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, Francilene Procópio.

Novos investimentos – No período da tarde, a partir das 16h, Ricardo fará o lançamento do pacote de obras para Campina Grande que inclui a autorização de licitações para a construção do sistema de esgotamento sanitário dos bairros do Cruzeiro (no valor de R$ 3 milhões) e Jardim Tavares (no valor de R$ 2,5 milhões), e para a execução do projeto de reforma total da Escola de Áudio-Comunicação Demóstenes Cunha Lima (no valor de R$ 1,8 milhão).

Haverá ainda a assinatura da ordem de serviço para reforma e ampliação da Escola Hortêncio Ribeiro (no valor de R$ 386 mil); o anúncio da reforma do Cine São José (no valor de R$ 1,8 milhão), e também o lançamento do projeto para o novo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (no valor de R$ 3,5 milhões); do projeto para Urbanização do Açude de Bodocongó (no valor de R$ 10 milhões), e do projeto para a obra de ligação viária entre a Avenida Almeida Barreto e a Avenida Floriano Peixoto.

Atenção especial aos campinenses

Tão logo assumiu o Governo do Estado, em 1° de janeiro deste ano, o governador Ricardo Coutinho determinou a todos os seus auxiliares que dessem uma atenção muito especial ao município de Campina Grande. A cidade, para ele, é um polo de desenvolvimento que precisa ser permanentemente apoiado por todas as esferas de Governo (municipal, estadual e federal) para poder cumprir o seu papel enquanto peça importante no processo de crescimento da Paraíba.

Com essa determinação, a cidade vem sendo beneficiada com ações governamentais em todas as áreas, começando pela área social, onde merece destaque a liberação, por meio de convênio, de R$ 2,4 milhões para apoiar os projetos desenvolvidos pelas seguintes entidades: Escola Técnica Redentorista (Eter), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Fundação Assistencial da Paraíba (Fap), Centro de Recuperação Homens de Cristo, Casa da Acolhida São Paulo da Cruz, Casa da Criança Dr. João Moura, Casa do Menino e Casa da Caridade Padre Ibiapina.

Educação

Na área da educação merece destaque a conclusão da reforma e ampliação da Escola Estadual D. Luiz Gonzaga Fernandes, onde foram investidos R$ 452.042,38, e da reforma da quadra de esportes da Escola Estadual Anésio Leão, obra financiada com o montante de R$ 241.733,82.

Dos projetos em execução destaca-se a reforma e ampliação das seguintes unidades escolares: Escola Estadual Ademar Veloso (investimento de R$ 179.924,04), Escola Estadual Poetisa Vicentina Vital do Rego (R$187.034,5), Escola Estadual Padre Emídio Viana Correia (R$ 550.896,29), Escola Estadual Monte Carmelo (R$ 173 mil), Escola Estadual Elpídio de Almeida – o “Estadual da Prata” (R$ 1.552.440,00) e E.E.E.F.M. Major Veneziano Vital do Rego, que representa um investimento de R$ 323.834,36.

Há ainda em execução os projetos de reforma das quadras de esportes da Escola Estadual de Aplicação (investimento de R$ 153.221,74) e da Escola Estadual Williams de Sousa Arruda (R$ 227.898,70).

Em fase de licitação encontram-se os seguintes projetos: Reforma da Escola Técnica de Áudio-Comunicação Demóstenes Cunha Lima (R$ 1.844.623,10), reforma da E.E.E.F. Nossa Senhora do Rosário (R$ 132.285,00), recuperação da E.E.E.F. Murilo Braga (R$ 19.381,21) e construção de muro e estacionamento da E.E.E.F. Assis Chateaubriand, onde serão investidos R$ 26.326,48.

Ainda na área da educação, uma média de 300 alunos campinenses que estão sendo beneficiados com o Cursinho Pré-Vestibular gratuito (PBVest) promovido pelo Governo do Estado para atender aos alunos concluintes do Ensino Médio nas escolas da rede pública estadual. Em toda a Paraíba foram oferecidas 5 mil vagas.

Saúde

A abertura definitiva do Hospital de Trauma de Campina Grande foi uma das primeiras ações do Governo Ricardo Coutinho para beneficiar, não somente a população do município, mas os moradores de toda a região. O hospital dispõe de 242 leitos, sendo 30 leitos de UTI (adulto, pediátrica e de queimados) e área construída de 22 mil metros quadrados. Na obra foram investidos R$ 44.342.677,80.

Na área do Pacto pelo Desenvolvimento Social da Paraíba – Contrapartida Solidária, Campina Grande está sendo beneficiada com investimento da ordem de R$ 165.390,00 destinados ao financiamento de projeto de aquisição de equipamentos e material permanente para atendimento hospitalar.

A liberação dos recursos foi acordada mediante o compromisso do município de realizar uma contrapartida solidária baseada nas seguintes ações: garantia da realização dos exames laboratoriais preconizados para o Pré-Natal, ampliação da cobertura vacinal de Tetravalente e Pólio, atualização do cadastro do SCNES, ampliação da cobertura de exames citopatológicos, realização de Oficina Temática sobre Violência Contra a Mulher para profissionais da Atenção Básica e Cras e ampliação do percentual de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal para 63%.

Segurança

Para reforçar e otimizar os serviços de segurança em Campina Grande e em outros 32 municípios da região do Compartimento da Borborema, o Governo do Estado investiu R$ 1,4 milhão na estrutura do novo prédio sede da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Central de Polícia de Campina Grande) e também outros R$ 500 mil na compra de equipamentos, uma populaçãbeneficiando o aproximada de 800 mil pessoas.

A nova estrutura da Central de Polícia conta com uma área de 7.231,08 m², sendo 1.559 m² de área construída. O complexo abriga, em sua estrutura física, além do gabinete do delegado regional, os seguintes órgãos: Delegacia de Homicídios, Delegacia de Roubos e Furtos, Delegacia de Vigilância Geral, Delegacia da Infância e Juventude, Delegacia de Crimes contra a Infância e Juventude, Delegacia da Mulher, Delegacia de Defraudações, Delegacia de Acidentes de Veículos, auditório e carceragem.

A acessibilidade ao novo prédio é garantida com rampa de acesso e banheiros adaptados para pessoas com deficiência.

Ação Social

Com o objetivo de oferecer comida de boa qualidade a preço acessível, o Governo do Estado construiu o Restaurante Popular de Campina Grande, que tem capacidade para fornecer até mil refeições diárias. O refeitório está localizado na Avenida Floriano Peixoto, onde funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 11h às 13h30.


Com apenas R$ 1,00, o trabalhador tem direito a um prato com proteína, carboidratos, frutas e verduras, além de um copo de suco. Para isso, o Governo do Estado arca com um subsídio de R$ 2,95 por refeição.

A obra custou mais de meio milhão de reais, e foi financiada com recursos provenientes do Contrato de Repasse entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o Governo do Estado, através da Secretária de Desenvolvimento Humano. Somente na compra de equipamentos foram aplicados R$ 395 mil. Outros R$ 22,7 mil foram empregados na aquisição de utensílios.

Artesanato – Na área de ação social também mereceu destaque nos primeiros nove meses da atual administração estadual a realização do Salão de Artesanato, iniciativa que gerou um saldo de aproximadamente R$ 500 mil em vendas diretas.

Habitação

Nesta área, o Governo Ricardo Coutinho retomou as obras de construção de três núcleos habitacionais em Campina Grande, com destaque para o Conjunto Três Irmãs, que estava parado há oito anos. Segundo dados da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), 3.828 casas estão sendo construídas no município.

Saneamento e abastecimento

A retomada da construção da Adutora São José é um dos destaques das ações do Governo do Estado em Campina Grande. A obra vai beneficiar cerca de 500 mil pessoas, transpondo água da Estação de Gravatá (em Queimadas) para o reservatório Santa Rosa, no território campinense.

O projeto faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (Pac), e conta com um investimento de R$ 22 milhões provenientes da Caixa Econômica, com contrapartida do Governo do Estado, que também está investindo na conclusão do sistema de tratamento de esgoto da cidade e na automação do Sistema de Abastecimento de Água, com implantação do Centro de Controle Operacional.

Estradas

A pavimentação da PB-101, na entrada da PB-097 até o município de Matinhas, e a recuperação da ponte Galante/Fagundes, onde serão investidos R$ 830 mil, são obras já autorizadas pelo Governo do Estado para beneficiar a população da região polarizada pelo município de Campina Grande.


Pesquisa, Ciência e Tecnologia

A construção do Centro de Inovação Tecnológica Telmo Araújo (Citta), no bairro de Bodocongó, em Campina Grande, é mais uma ação do Governo Ricardo Coutinho com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico da Paraíba.

Nesta área, destaca-se também o investimento de R$ 14 milhões na construção de uma rede de fibra ótica com 974 quilômetros de extensão, e ainda a aplicação de R$ 2 milhões em contratos para microempresas paraibanas voltados para o apoio à pesquisa tecnológica. Os recursos, neste processo, são provenientes do Programa de Subvenção à Pesquisa em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pappe).

Outras ações de Governo

Desenvolvimento Econômico – O governador Ricardo Coutinho assinou decreto para desapropriar terreno visando à instalação do Porto Seco em Campina Grande.

Política de Gênero – O Governo do Estado viabilizou a instalação, em Campina Grande, de um Centro de Referência para as Mulheres Vítimas de Violência. O órgão vai funcionar no Bairro do São José.

Esporte – Por determinação do governador Ricardo Coutinho, está sendo executado em Campina Grande o projeto de ampliação do estacionamento no Estádio Ernani Sátyro (“Amigão”). Orçada em R$ 782.918,68, a obra inclui a instalação de acesso para autoridades, imprensa e delegações esportivas.




15/09/2011

Vice-governador entrega certificados de inclusão digital em Campina Grande


O vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, participou nesta quinta-feira (15), no auditório da FIEP, em Campina Grande, da entrega de certificados aos alunos concluintes da turma de inclusão digital do Instituto Muito Especial.

O Instituto Muito Especial é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que trabalha para contribuir com a completa inclusão social e profissional das pessoas com deficiência e a preparar as organizações a lidarem com a diversidade. Na Paraíba, o Instituto conta com a parceria da FIEP e do Ministério da Ciência e Tecnologia para capacitar para o mercado de trabalho pessoas com e sem deficiência física.

“Quando era deputado federal, tive a honra de apresentar emenda ao Ministério da Ciência e Tecnologia para que o Instituto que tem a frente o jovem Marcos Scarpa que iniciasse o projeto na Paraíba”, disse Rômulo, que comentou se sentir orgulhoso ao representar o governador Ricardo Coutinho na entrega dos certificados.

Estavam na solenidade a terapeuta do INSS Juliana Valeriano, Washington Pessoa, psicólogo do Senai, Patrícia Trajano, coordenadora do projeto em Campina Grande e Kleber Shinaider, coordenador geral do Instituto Muito Especial.

O curso teve como objetivo melhorar a formação profissional, difundir os conceitos de inclusão social e de legislação relacionada à pessoa com deficiência.