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08/05/2013

Interferência do Estado no 'mau gosto' musical

Cláudio Lucena
Advogado e professor do Departamento de Direito Privado (DPP) da Universidade Estadual da Paraíba


Minha falta de personalidade não para de me encabular.

Em algum instante de um passado recente, uma erva medicinal e uma bebida, cuja combinação à mesa sempre levantou as mais fundadas suspeitas gastronômicas, transformaram o vaqueiro num “peão” – que até então ninguém no Nordeste tinha a menor idéia de onde tinha vindo nem pra onde ia. Desde este dia que eu defendo e torço com todas as minhas forças pra alguém tomar alguma atitude mais enérgica pra tentar estancar este processo de completa extinção da memória da música nordestina autêntica, tradicional.

Agora, quando alguém finalmente toma esta atitude, bato pino.

Pergunto a mim mesmo se será apenas esta minha falta de personalidade crônica que não permite que eu endosse integralmente as restrições que o secretário Chico César faz em relação a estas manifestações musicais regionais que não têm o brilho d’outrora, mesmo tendo sonhado que alguém tivesse a coragem de fazer isso durante tanto tempo.

Porque discriminação eu mesmo faço, na minha casa, com todo orgulho. Discrimino, mesmo. Posso, devo, faço e não tem quem empate. Há uma sanfona em minha casa, em cujas teclas e baixos vez por outra me arrisco, e que proporciona a mim e aos meus uma diversão renovadora de final de semana. Pertenceu ao saudoso Josinaldo, que a transmitiu a Braz do Congo, que, por sua vez, confiou-a a mim através de Robertinho, pra que eu lhe desse algum uso, por pobre e limitado que fosse. Está sob os meus cuidados. Dela, não sai o que eu acho que não presta. Quer acabar com a brincadeira? Insista. Já acho desrespeito suficiente eu me valer dela pra fazer o que eu faço. Agora, submetê-la à desonra dos desmandos musicais deste mundo ingrato, aí nem pensar. Seria fazer o lendário mestre se revirar em seu lugar de descanso eterno.

Mas isso é lá em casa, onde, na ausência de minha mulher, mando eu.

Houve um tempo em que tudo fazia sentido no forró nordestino. Na casa de meus pais, tios e avós, onde se ouvia Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, os Três do Nordeste, Genival Lacerda, as letras cantavam as coisas da terra, do amor e do povo, as melodias eram simples, singelas, sutis, sem muita elaboração, mas poéticas e agradáveis. Até os nomes dos artistas e das atrações pareciam mais verdadeiros, mais honestos. Havia outras vertentes de música, umas mais socialmente engajadas, outras mais engraçadas, irreverentes, até picantes, mas que também divertiam o público.

As manifestações musicais de hoje, em todos os gêneros, nos permitem algo que nunca antes da história da cultura, neste ou em outro país, tinha sido possível: a constatação objetiva do mau gosto. Nas aulas de Direito Autoral, tenho o hábito de provocar os alunos a discutir conteúdo estético como requisito essencial para que determinada obra artística tenha sua proteção reconhecida pelo sistema jurídico. Faço questão de esclarecer que a noção de conteúdo estético não tem a função nem a condição, por si só, de separar as obras nas categorias de mau gosto e bom gosto.

Lembro de memória que artistas como Capilé, Jorge de Altinho, Assisão e Alcimar Monteiro, apenas citando alguns exemplos, já representavam e promoviam, a seu tempo, uma certa evolução no estilo de forró que até então se considerava tradicional. Não me recordo, contudo, daquele movimento causar tanto incômodo nem desconforto, muito menos o grau de revolta de hoje. Isto sugere que aquela transformação era encarada como positiva, modernizava a sonoridade, a linguagem, abria espaço para novos nomes, novos projetos, contribuições, mas sem degenerar o petróleo bruto de onde a nova gasolina aditivada tinha saído. De fato, mesmo depois de todo o redesenho rítmico, musical, harmônico e estético do estilo, no final das contas, Jorge de Altinho ainda cantava Petrúcio Amorim, que defendia a verdade melosa de que “(...) enquanto a cabeça não sabe o que o coração sente/navega o corpo vadio em mares de amor (...)”. Ali, a essência ainda existia em esplendor. Claro que havia a discussão. Popular demais pra alguns, simplório ou piegas pra outros, autêntica pra alguns outros, o fato é que esta discussão é legítima sempre, e representa bem a dificuldade estética conceitual de se distinguir o belo do feio, o bom do mau gosto.

Mas esta dificuldade se reduz a zero, quando a sensibilidade se externa, por exemplo, através da conclusão de que “Amor de rapariga não vinga não (...)”, quando o pagode sugere, sem muita doçura que “(...) então amasse a latinha com a bunda/senta, senta” ou quando o lirismo sensível do funk da Tati sugere sem tanto pudor “(...) Abre as pernas, mete a língua”. O extremo de licença poética às vezes pode ser percebido na mera enumeração das canções que integram um determinado CD, como “Te deixar Taradinha/Dança da Cobra/Senta Relaxa/Pegue Aqui/É bem Docim Mamãe/Tapinha na Bundinha/Minhoca Aí” (tudo isso num CD só), entre diversas outras. Problema resolvido. Mau gosto detectado com margem de erro zero. São cenas musicais de sexo explícito, pornomúsica que não se pode sequer cantarolar na frente de crianças ou em ambientes em que a embriaguez absoluta não tenha destruído os freios inibitórios e morais de todos os presentes.

Mentira descarada ou preguiça intelectual imperdoável de quem diz que esta é a forma do povo se expressar. Não é não. Nasci e cresci num bairro humilde. Conheço e convivo com muita gente de periferia. Não é assim que nos expressamos, nem essa é a única forma possível pra alguém se expressar. Estas manifestações não são fruto de falta de alternativa de expressão; são o resultado de uma opção errada de manifestação, deturpada por quem encara liberdade apenas como uma garantia pessoal geradora de direitos, e não como um privilégio social gerador de deveres. Não se lutou e conquistou o direito de se expressar livremente em público para garantir excessos de flagrante, nocivo e objetivo mau gosto, com a mera finalidade de conseguir atenção e os demais dividendos – dinheiro, popularidade, poder e espaço em divulgação – que a notoriedade moderna proporciona.

Apesar da pobreza estética de hoje permitir esta constatação objetiva do mau gosto, repito, esta conclusão pode produzir efeitos lá em casa. Eu, cidadão, posso fazer esta distinção. Meu vizinho pode, o produtor musical também pode, o crítico pode, o veículo de comunicação pode, o artista Chico César também tem esse direito. Mas, observando essa polêmica recente, e os seus desdobramentos, tenho a convicção de que o agente público Chico César não tem essa prerrogativa de fazer o que eu sempre desejei, o que sempre torci que ele fizesse.

E olhe que os melhores argumentos não lhe faltam. É a música tradicional que sofre o preconceito do dia-a-dia, é ela que vem sendo banida dos canais de comunicação, produção e distribuição comercial dos dias de hoje, é a ela que se nega o espaço, a sobrevida, a exposição que permite a perpetuação. Poderíamos, sim, como argumentou o secretário, tratar da continuidade desta espécie de manifestação artística através de políticas públicas de inclusão, da mesma forma como se faz com minorias sócio-econômico-raciais no Brasil de hoje, afinal de contas, estas mega atrações mais recentes há muito tempo já não são apenas manifestações culturais; são impérios econômicos, atividades meramente empresariais, indústrias de arte de massa, basta ver a forma como este tipo de música é elaborado em verdadeiras linhas de produção automatizadas, moldes, padrões de repetição que chegam ao limite de permitir o questionamento acerca da presença de alguma atividade criativa no processo. Esta indústria se disfarça de arte pra concorrer com a própria arte em condições que, segundo alega, devem ser de absoluta igualdade, como se não fossem desiguais em essência.

Apesar de tudo isso, a perspectiva de intervenção do poder público neste domínio me arrepia dos pés à cabeça. A sociedade brasileira abraça e defende com unhas e dentes o princípio da ampla liberdade de expressão e de manifestação do pensamento. A verdade – dolorosa, incômoda, mas verdade – é que esta expressão não está obrigada a ser compatível com o padrão de bom gosto de um determinado segmento social, econômico, etário ou intelectual. Ao cidadão brasileiro, portanto, é assegurado o direito fundamental ao mau gosto, mesmo objetivamente constatado, e ainda que sabidamente prejudicial aos olhos, aos ouvidos, estômagos e cérebros.

A questão que veio à tona na Paraíba, portanto, não é somente de incentivar o mais frágil e tradicional, e deixar o mais forte e comercial entregue às regras de mercado. A pretexto de oferecer as opções artísticas que determinado gestor entende adequadas, o poder público interfere no domínio cultural, endossa um estilo de arte em detrimento de outro, seleciona repertórios intelectuais e acaba por tomar uma decisão semântica, que eticamente não poderia tomar em nome do cidadão. Nada me parece mais invasivo e impertinente, do ponto de vista da influência do Estado na formação da opinião pública, da personalidade do indivíduo e da consciência cultural.

Não tenho dúvida alguma a respeito do acerto da posição do secretário, que, aliás, muito mais do que uma posição pessoal, me parece ser uma política governamental ampla e genérica de valorização de cultura e de tradições populares. Levadas em consideração as circunstâncias da região, a contraposição entre a realidade econômica dos grandes e pequenos artistas, os recursos escassos de que dispõe o Estado para apoio a festejos e eventos turísticos de massa, as prioridades estabelecidas pela gestão e o cenário cultural do São João, essa parece mesmo ser a política correta para o momento, sem tirar nem pôr.
O caso particular, portanto, é muito menos polêmico do que o que parece ser. O poder público tem recursos limitados, e precisa, por imperativo fiscal e moral, gastar menos. As atrações mais caras vão continuar a ocupar o espaço que sempre tiveram, por meio dos canais que sempre estiveram abertos a elas: iniciativa privada e meios de comunicação de massa de enorme alcance. Nenhum prejuízo para o evento, para o público, para os profissionais, empresários ou para o Estado. Nenhuma crítica à decisão administrativa para o caso, se o propósito é apenas inclusivo em relação aos artistas de menor expressão, e econômico em relação aos cofres públicos.

A única preocupação que fica é o fato do agente público, nesta condição, desempenhando a sua função, rotular uma determinada forma de expressão artística – e não importa seja esta forma de expressão de ótimo ou péssimo gosto – para fazer valer uma concepção pessoal de arte, seus valores culturais individuais – e, de novo, não importa o quão sofisticados e refinados forem estes valores individuais.

O Estado deve preservar o patrimônio cultural. Deve garantir apoio às manifestações tradicionais, mas precisa alavancar os eventos de turismo. Precisa ser isonômico no tratamento dos artistas, mas deve levar em consideração as distinções de dimensão e de acesso aos canais convencionais de divulgação entre eles. Precisa proteger crianças de conteúdo nocivo à sua formação, mas tem obrigação de respeitar a liberdade de expressão e manifestação do pensamento, mesmo sendo esta expressão de objetivo mau gosto. Deve oferecer opções culturais e de lazer construtivas, edificantes, mas não pode, a critério de um agente seu, impedir o exercício do direito fundamental ao mau gosto.

A verdade é que a questão não tem solução fácil. Não é tema para caça às bruxas nem reações destemperadas, de qualquer dos envolvidos. Com um pouco de jogo de cintura, poderia ser tratada às escondidas, sem polêmica e sem solavancos a vida inteira, mas já que apareceu, precisamos reconhecer que é importante, e que alguém já deveria ter tido a iniciativa de levantá-la. Chegou a hora de discutir – é bom não desviar o foco desta questão, que é a que realmente importa – qual o limite da intervenção do Estado no domínio cultural para que ele cumpra os seus papéis institucionais e constitucionais sem invadir as garantias individuais do cidadão.

O secretário formulou uma política correta, consciente, mas anunciou do jeito errado.
Escolheu, sem sombra de dúvida, o destino certo, mas esqueceu-se que a essência da boa prática democrática nos recomenda a tentar chegar lá por outro caminho, por difícil que seja.
Este o Brasil já trilhou e já viu que não serve. O risco é alto demais.


Fonte: Conjur

27/03/2012

Recriação do Instituto Histórico de Campina Grande

“É muito importante a recriação do Instituto Histórico de Campina Grande, pois um povo sem história é um povo sem memória e o Governo do Estado está apoiando esta iniciativa”
Rômulo Gouveia
 Governador em exercício da Paraíba



O governador em exercício da Paraíba, Rômulo Gouveia, participou na última segunda-feira (26), à noite, da solenidade de recriação o Instituto Histórico de Campina Grande (IHCG), no auditório da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB). O patrono da entidade será o ex-prefeito Elpídio de Almeida.

“É muito importante a recriação do Instituto Histórico de Campina Grande, pois um povo sem história é um povo sem memória e o Governo do Estado está apoiando esta iniciativa”, enfatizou Rômulo, ressaltando a trajetória de Elpídio como historiador, médico, prefeito e deputado federal. Ele salientou que outras figuras ilustres da cidade também serão homenageadas.

Denominado “Casa Elpídio de Almeida”, o Instituto será um importante espaço de memória, com o objetivo de resgatar, conservar e democratizar a história de homens e mulheres, que no passado deixaram suas marcas em Campina Grande.

Representando a família de Elpídio, falou o filho dele, o médico e empresário Humberto Almeida. Ele sublinhou que o instituto não será apenas um espaço de pedagogia cultural, mas, sobretudo, terá como papel ser um caminho para conduzir os cidadãos campinenses até a educação. A entidade vai reunir acervos da memória local, como objetos reunidos em coleções particulares e fontes documentais impressas, iconográficas ou sonoras.

Por sua vez, o senador Cássio Cunha Lima, que integrou a mesa dos trabalhos, destacou que o “instituto nasce em um momento importante da cidade e é uma justa homenagem a uma figura que tanto contribuiu para o desenvolvimento de Campina Grande”.

Também participaram da solenidade Esther Caldas Bertoletti, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e do historiador Joaquim Osterne Carneiro, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, além de deputados, vereadores, historiadores e professores.

A expectativa é de que o Instituto seja inaugurado em setembro desse ano. Sua sede será construída no Largo da Estação Velha, que por sinal se constitui em um dos mais importantes lugares históricos da cidade.

 

23/06/2011

Salão do Artesanato já recebeu 40 mil visitantes e vendeu R$ 320 mil

Foto: Ernane Gomes/Secom-PB
Evento conta com com vária peças artesanais. Foto: Ernane Gomes/Secom-PB
Evento conta com com vária peças artesanais.


Cerca de 40 mil visitantes passaram pelo 14° Salão de Artesanato Paraibano, até o último sábado (18), gerando quase R$ 320 mil em vendas. Os números são do último balanço realizado pelo Programa de Artesanato da Paraíba. O evento acontece até o próximo domingo (26), das 15h às 22h, na Avenida Severino Cabral, bairro do Catolé em Campina Grande. Nesta 14ª edição, o Salão promove um resgate da cultura junina do Nordeste, destacando como ícones a xilogravura, o cordel e o artesanato em madeira.
O Salão é realizado pelo Governo do Estado, através do Programa de Artesanato da Paraíba, que é vinculado à Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde). Esta edição do Salão conta com a participação direta de 800 artesãos e beneficia mais 3.400 pessoas. Entre estes artesãos está Maria Adelaide Cavalcanti, que produz esculturas de mulheres e anjos em cerâmica. A artesã, que é de João Pessoa, conta que já vendeu 30% a mais que em maio.

“Já vendi peças para um pessoal da Suíça, outras para o Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. O Salão está muito bonito e bem organizado. Para o artesão, é fundamental esta feira”, afirma a artesã. Também da área da cerâmica, o artesão Fábio Smith, que mora em Cabedelo, confirma o sucesso do evento. “O salão é sempre uma coisa muito boa para o artesão porque é uma oportunidade de mostrar o trabalho e receber opiniões sobre ele, além de comercializar os produtos. Este ano, está tudo correndo muito bem e a expectativa de vendas é muito boa”, destaca.

Além do artesanato popular, o evento oferece uma praça de alimentação, onde o visitante pode se deliciar com as iguarias da gastronomia local. Atrações musicais, grupos folclóricos também fazem parte da programação. Além disso, o Salão possui o espaço para o atendimento da Curadoria, onde novos talentos podem fazer suas inscrições e receber todas as orientações de cadastramento e participação.

O evento conta com o patrocínio do Sebrae Nacional, Sebrae-PB e Banco do Brasil, e o apoio da Água Mineral Platina e Gráfica Marcone.

Estímulo à comercialização

Segundo a gestora do Programa de Artesanato da Paraíba, Ladjane Barbosa, a principal finalidade do Salão é estimular a comercialização dos produtos artesanais, tendo em vista que o acesso ao mercado é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor. “Para tanto, se oferece uma estrutura montada com zelo e beleza cênica, cujo propósito é o de criar uma ambiência adequada que valorize nossas raízes e favoreça o surgimento e o fortalecimento de micro e pequenos negócios”, explica Ladjane Barbosa.

Este ano, um dos diferenciais do Salão é a decoração, que é inspirada em elementos característicos do interior paraibano que criam um aconchegante cenário de vila, com casinhas e igreja, homenageando as festas juninas e a festa do vaqueiro. O teto recebe bandeirinhas e demais adereços que complementam o clima da decoração.

O evento oferece aos visitantes a oportunidade de contemplar uma rica variedade de habilidades manuais, com referência às técnicas de produção artesanal, associadas às diversas localidades de origem e aos respectivos pontos turísticos, exibidos em painéis fotográficos que compõem e complementam o rico cenário.


SÍTIO SÃO JOÃO 2011


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O ARRAIAL DO SÍTIO SÃO JOÃO, idealizado por JOÃO DANTAS, dramaturgo campinense com mais de 30 anos de atuação nas áreas de documentação histórica, produção teatral, cenografia e poesia popular, consiste numa espetacular montagem cenográfica em tamanho natural de um vilarejo rural dos séculos XIX e XX composto de todos os imóveis e atrações tradicionais presentes nas festividades juninas - Casa principal com Armazém de Mangaios, Bodega, Igreja e Cruzeiro, Casa de Farinha, Produção de Sisal, Engenho de Manjarra e Engenho Motriz de Cana-de-Açúcar com produção artesanal de rapadura e cachaça, Barbearia, Foto-mochila, Delegacia, Pensão, Tipografia e Cordelaria, Olaria, Casa do Ferreiro, da Palha e do Couro, Flandilaria, Currais, Plantações, Postes com Iluminação à Querosene, um pequeno Parque de Diversões com argolinhas, canoas, carrossel, pau-de-sêbo e um Palhoção para apresentação das Atrações Musicais do ARRAIAL denominado de Forró da Bolandeira - típicos da arquitetura do interior nordestino nos ciclos da farinha, do couro, da cana de açúcar e do algodão, com todos os utensílios, mobiliários, víveres, adereços e animais dos quais dependiam os homens do interior. Retratando a vida simples do homem paraibano nas figuras do sertanejo, brejeiro, caririzeiro, agrestino e do curimataú.

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É necessário mostrar ao público, composto de turistas que visitam Campina Grande anualmente durante os 30 dias de festividades juninas, escolas públicas, privadas e instituições filantrópicas, o sentimento do homem nordestino em seu habitat, expressado em edificações que retratam fielmente todos os seus costumes, realizando, além das atividades comerciais e religiosas de uma pequena vila rural no período junino, atividades diárias comuns, como: cevar a mandioca e torrar a farinhada, moer a cana-de-açúcar e fazer a rapadura e a cachaça, cortar o sisal para fazer cordas, moer o milho, torrar o café, debulhar o feijão e ordenhar o gado, sempre ao som de trios de forró, repentistas, declamadores de poesia nordestina e da Banda de Pífanos de Campina Grande.

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A realização do Projeto Cultural SÍTIO SÃO JOÃO, em sua versão original, resultou até o ano de 2005 em um grande sucesso de público, funcionando em três turnos durante todos os dias dos festejos juninos, colocando Campina Grande em destaque na grande imprensa e, sobretudo, passando a ser a grande opção cultural e gratuita para todas as faixas etárias no período junino. Além de dinamizar o turismo como elemento estimulador no resgate cultural das tradições nordestinas de época, será desenvolvida, no ano de 2007, já com a implementação e acréscimos de novas atrações e estruturas arquitetônicas no ARRAIAL DO SÍTIO SÃO JOÃO, uma grade de atividades pedagógicas por escolas públicas, privadas e instituições filantrópicas, baseadas em literaturas de cordel impressas na TIPOGRAFIA e distribuídas pela CORDELARIA do próprio ARRAIAL, como também, nas exposições fotográficas que mostrarão a história de cada estrutura edificada e sua importância para o desenvolvimento econômico de Campina Grande.

O Projeto Cultural SÍTIO SÃO JOÃO, com quase 200.000 visitantes em média, durante o mês de junho, foi avaliado por pesquisa realizada pelo Curso de Turismo da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FACISA, no ano de 2002, através do Projeto “Aplicação da Estatística a Turismo de Eventos: O São João de Campina Grande - CARVALHO, Isabela N.” e recebeu o título de atração junina que mais retrata o Nordeste, com maior índice de preferência dos pesquisados, com 92,5% de aceitação em relação a todas as atrações no período das festas. A primeira versão do Projeto Cultural SÍTIO SÃO JOÃO, com a estrutura que predominou até o ano de 2005, ocorreu no mês de junho do ano de 2001 e foi visitado por um público aproximado de 200.000 pessoas. No segundo ano de sua realização, o Projeto Cultural SÍTIO SÃO JOÃO foi considerado pela crítica especializada como o maior atrativo do gênero em toda a região, com uma visitação prevista para este ano de 2007, de aproximadamente 400.000 pessoas.

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PROGRAMAÇÃO

O Projeto Cultural ARRAIAL DO SÍTIO SÃO JOÃO será realizado no período de 30 de maio a 30 de junho em Campina Grande-PB. Funcionará com uma carga horária diária de 18 horas, oferecendo uma programação cultural ininterrupta, com apresentação de repentistas, declamadores de poesia nordestina, trios de forró, Banda de Pífanos de Campina Grande, confecção, exposição e venda de cordéis, torrefação de farinha de mandioca e fabricação artesanal de cachaça e rapadura.


João Dantas
Criação, cenografia e direção artística

Miguel Dantas
Coordenação Geral
Joacir Ricarte
Coordenação de Pessoal
Walmar Pessoa/Miguel Dantas
Design SITE


02/06/2011

São João de Campina Grande - programação


FONTE:


http://cgretalhos.blogspot.com/p/sao-joao-2011.html

Pleno cria o Juizado de Eventos Juninos e unidade será instalada nesta quinta-feira (2), em Campina Grande

02/06/11

Na manhã desta quarta-feira (1º), o Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba aprovou o Projeto de Resolução que permite a instalação do Juizado de Eventos (Juizado do Forró), em Campina Grande, durante os festejos juninos do Maior São João do Mundo. O Juizado Especial Itinerante dos Eventos começa a funcionar no Parque do Povo a partir da sexta-feira (3). O presidente do TJPB, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, disse que o texto foi embasado no artigo 94 da Lei 9.099/95 e no § 7º do artigo 125 da Constituição Federal.

Nesta quinta-feira (2), às 16 horas, será assinado pelo presidente do TJPB e os representantes dos órgãos parceiros e que estão participando com a infraestrutura e apoio, o Termo de Cooperação Técnica que permitirá o pleno funcionamento da unidade judiciária. A solenidade ocorrerá no Auditório do Centro de Tecnologia Educacional – Parque do Açude Novo. Além do presidente do Tribunal, desembargador Abraham Lincoln, assinam o documento o Prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, o Procurador Geral de Justiça, Osvaldo Trigueiro do Vale Filho, o Secretário de Segurança do Estado, Claudio Coelho Lima e o Defensor Público Geral, Vanildo Oliveira Brito.

“Nossa ideia é instalar o Juizado Itinerante em outros eventos de grande porte em todo o Estado. O marco inicial será o São João de Campina Grande”, comentou Abraham Lincoln, ao destacar que será fundamentral o apoio de todos os parceiros do projeto, que tem repercussão direta no benefício à sociedade. O desembargador-presidente afirmou que todo o cidadão tem o direito a receber do Poder Judiciário remédio efetivo para os atos violadores dos direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela Constituição Federal e que existe a necessidade de fomentar a prestação jurisdicional, por meio da presença da Justiça, em eventos com grande fluxo de pessoas, coibindo a prática de delitos de menor potencial ofensivo.

A Resolução aprovada por unanimidade estabelece que será designado pela Presidência do TJPB, para atuarem no Juizado Especial Itinerante dos Eventos Juninos, um juiz de Direito, dois juízes leigos, três conciliadores, dois oficiais de justiça, um analista judiciário e uma técnico judiciário.

O Juizado vai funcionar nos dias 3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18, 23, 24, 25, 28, 29 e 30 de junho e dias 1,2 e 3 de julho, ou seja, em todos os finais de semana, durante os 30 dias de festejos juninos e estará à disposição da sociedade para atender pequenas ocorrências, lesões e ameaças. Os magistrados, servidores da Justiça, promotores e defensores vão se revezar no atendimento, das 22h às 4h da madrugada. O local funcionará como um cartório, e contará com estrutura e contribuição dos esforços da Polícia Militar, Polícia Civil e Instituto de Polícia Científica da Paraíba. A organização do espaço e a logística para manutenção do serviço ficaram sob a responsabilidade da Prefeitura de Campina Grande.

FONTE: TJPB